terça-feira, 8 de março de 2011

De ladrão a poeta - Parte I - Artigo do Jornal Expresso Ilustrado - 4 de março de 2011

O chileno Humberto Maturana definiu que a evolução das espécies ocorreu em virtude da "comunicação amorosa" existente na composição atômica. A etimologia da palavra AMOR é algo parecido com (a= negação / More = morte), ou seja, amor significa "negar a morte". Nos átomos, entre o núcleo e os elétrons, existe um grande espaço vazio. Eles buscam preencher esse vácuo, formando as moléculas. A partir desse micro-cosmo (amoroso), surge tudo o que conhecemos. No ecossistema, a raça humana se tornou uma incógnita, com seu salto evolutivo. O que nos distingue dos macacos? Dizem os cientistas, que a diferença genética gira em torno de 1,5%. Deixando de lado o "elo perdido", todos os animais possuem certo tipo de inteligência - a diferença entre nós e eles é o quociente. Além disso, temos a capacidade de transmitir os conhecimentos, ou seja, ensinar e aprender. Adquirir habilidades pela imaginação! Não há dúvida que essa capacidade "potencializou" o ser humano. A grande vantagem que tivemos, diferentemente de outros animais, foi a capacidade de educarmos. Essa competência se resume em completar (e criar) os espaços vazios em nossa alma. Tal como os átomos, também preenchemos a comunidade e alguns vácuos do que chamamos "vida". (Continua...)

Dedicado aos escritores Caio F. Abreu (15 anos de sua morte, em 25 de fevereiro) e Moacyr Scliar, falecido em 27 de fevereiro de 2011.

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