sexta-feira, 11 de março de 2011

As faces da moeda - Poema "vomitado" - por Giovani Pasini


Quando coloco uma moeda
diante de meus olhos,
vejo apenas o lado
que me abana.

Posso até girar
o trocado,
mas o outro lado
virará contra mim.

Por mais liso
que abone
- nada justifica -
desconsiderar a outra lua.

Nua
crua
- somente a consciência -
que pode ser preta
que pode ser marfim.

O sonho
é a maior luta
que ainda pode existir.

O resto
ficará enterrado
- ossos alvos e descarnados -
podridão morta
daquilo que já é
o fim.


Daqui a 30 anos:
quem era ele?

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