segunda-feira, 21 de março de 2011

Artigo Jornal Expresso Ilustrado - De ladrão a Poeta (Parte Final) - 18 de março de 2011

Essa trilogia se encerra partindo de um pressuposto universal: não se faz nada sozinho. A plenitude humana só ocorre quando vivemos em sociedade. Ninguém nasce pronto; o desenvolvimento individual é favorecido pela coletividade, com influência dos familiares, professores, amigos, colegas, ou seja, por intermédio dos grupos que tivermos contato. Nossa personalidade é mutável e se transforma durante toda a vida, numa aprendizagem constante. Nessa teoria, temos que defender uma literatura integradora, com a participação de quem tiver interesse em produzir textos e expor opiniões, independentemente do currículo pregresso ou da experiência literária. Só assim seremos uma “Cidade Educadora”, no significado exato da expressão, reforçando a “Terra dos Poetas”. As divergências nunca poderão ser ameaçadoras, pois são delas que surgem os avanços. Nós, santiaguen-ses, temos que repensar a importância do diálogo e do respeito a opiniões. Escrever não significa estacionar. Ao contrário, a redação proporciona o encadeamento de conceitos, o que leva a reinvenção diária. No mundo dos livros, renascemos a cada manhã. Portanto, insisto em dizer ao escritor que possui trabalhos engavetados: nós não temos limites físicos; não existem obstáculos intransponíveis. É possível ir além do visível; basta acreditar, transpirar e sonhar. Afinal, nessa pluralidade que chamamos “mundo” – existe o espaço para todas as manifestações.

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