segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Coluna para o Expresso Ilustrado - 24 Dez 2010 - Natal, crônica presente.

Então é natal! Os enfeites, os pinheiros, as luzes, a ceia, os presentes, as crianças, os sonhos, a felicidade - e a vida. Jesus simboliza o surgimento de uma esperança, dentro de uma manjedoura. O "bicho homem", nas suas variantes, ora acredita, outrora descrê. Os céticos dizem que o natal não passa de campanha publicitária capitalista. Pode ser. Só que não me interessa essa visão de adulto, fria, racionalista e monetária; opinião que exclui os sonhos do passado. As crianças são as principais difusoras do espírito de Natal, pois não possuem nosso olhar perdido. Para elas, independentemente de onde moram e quanto ganham, existe a magia natalina. Esse é o grande valor: os sorrisos carinhosos, a busca pelo trenó no céu, a paz de lindas músicas, a comemoração, os abraços afetuosos, o silêncio dos pensamentos infantis borbulhantes: a imaginação! Um tempo de fantasia, onde o mito se esconde em todos os cantos! Caro leitor, Papai Noel existe sim; nós é que não o enxergamos mais. As camadas protetoras ofuscaram a nossa vista e ficamos cegos com nossas cismas. Amnésias de ex-crianças que se esqueceram das molecagens e da criatividade. Mas há tempo! A vida é agora; perdoar-se também é agora. O ponto positivo de dezembro reside no fato de ser profícuo para reconstruirmos os caminhos e refletirmos as condutas. Pensarmos em nós, na família e em Deus. Papai Noel existe; ele pode estar aí, sentado, lendo este jornal.

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