segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Bate-papo com Oracy Dornelles - o novo sócio da Casa do Poeta

Fátima e Oracy

De todos os momentos que tive, o mais feliz foi a longa conversa que tive com o gênio Oracy Dornelles.
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Sou fã de alguns escritores (vivos) de Santiago, em ordem alfabética:
Alessandro Reiffer, Camila Jornada, Fátima Friedriczweski, Lígia Rosso, Lise Fank, Márcio Brasil, Therezinha Tusi, entre outros.
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Entretanto, o Oracy Dorneles sempre me surpreendeu por sua personalidade característica e pela criatividade. Além da técnica que possui, tem uma invejável genialidade.
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Sempre gostei, também, da ironia (e inteligência) dos seus Epitáfios. Além disso, as suas últimas colunas do Expresso são fantásticas.
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A conversa que tive com o Oracy, na 12ª Feira do Livro, ficará na minha memória e não me importo de apresentar aos leitores:
- Pasini, esse livro que você está lançando "A Espiral e o Caracol", o que tem na capa não é uma espiral e sim uma constelação. Eu não vou comprar o teu livro, vou comprar o do "Santiago". O dele está caro, mas dele eu sou fã.
- Ah, tá bom seu Oracy. Contudo, faço questão em dar o livro para o senhor...
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Depois dessa "sinceridade", sentamos num dos bancos da praça e tivemos uma conversa longa. Falamos de livros, de autores, de feiras, do Exército e de tantos outros assuntos!
Quero relatar - dentro da característica de sinceridade do escritor - que aprendi muito em pouco tempo.
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Já antecipo a "tutela" ao Sr. Oracy Dornelles - ele pode falar mal do Giovani Pasini o quanto quiser. Penso que nunca irei ficar irritado com ele. (Tomara que isso não sirva de motivação...)
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O que mais surpreendeu, positivamente, foi o Oracy perguntar quanto que era a mensalidade na Casa do Poeta.
Quando respondi que era uma semestralidade de R$ 25,00 (vinte e cinco reais), o Oracy teve a seguinte atitude - retirou R$ 25,00 da carteira e disse:
- Quero contribuir com o trabalho de vocês. Não vou participar das reuniões, mas quero ajudar a iniciativa...
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Fiquei emocionado com aquela situação e dei um abraço no poeta.
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Sempre afirmei, nos cafezinhos poéticos, que era fã da obra do Oracy Dornelles.
Ah! Algumas vezes - também - fiquei irritado com os seus escritos.
E daí?
O Márcio Brasil diz que um escritor santiaguense que não tomou uma "chapuletada" do Oracy, não é um escritor. Será que agora posso me considerar um escritor?
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O Oracy etá de parabéns por sua obra.
O verdadeiro poeta não se preocupa com as entrelinhas. Elas nascem pelo dom e por intermédio da alma.
Penso que todos os supracitados possuem o dom da escrita. O Oracy é um construtor de edifícios de letras...
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Ah! Oracy!
Vou lembrar da Poetisa... (e esquecer a poetiza)
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Vocês sabem da última do Português?

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