segunda-feira, 5 de julho de 2010

Poema 5 - Sem nome e sem planejamento

a realidade
enamora
a
loucura

a descrença
abala
a


a criança
sozinha
assusta
as bases
do adulto

o olhar
que anima
é o mesmo
que repele

a solidão
constrói
o avesso
do final

o poeta é um fingidor
finge tão completamente
que chega a fingir que é dor
a dor que Pessoa sente

engolir os olhos
redondos
da alma esbugalhada
e dos ápices caninos

vagar pelas gangorras
dos desejos
dos sonhos
em navios de velas violadas

aliteração de sentimentos
vazio
dúvida
sofrimento

tormento?
tormenta?

treinamento
diário
briga
eterna

refregadepalavrasincompreendidasereinventadas

adiv reviv <=

3 comentários:

  1. o poeta é um fingidor
    que finge tão completamente
    que chega a fingir que é dor
    a dor que Pessoa sente

    Fernando Pessoa?

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  2. É o Fernando Pessoa, caríssimo amigo (e aluno) Guerra. Quando "ejetava" esse poema, lembrei da nossa aula de Literatura Portuguesa, onde lemos o poema "Autopsicografia" do Fernando Pessoa. Deu vontade de homenageá-lo...o grande poeta dos heterônimos.

    Passei a gostar do Fernando Pessoa, realmente, por causa do escritor santiaguense Alessandro Reiffer. Ele levou vários textos do Pessoa nos nossos cafezinhos poéticos. Posso dizer que aí redescobri o Fernando Pessoa, o Álvaro Campos, o Alberto Caeiro e o Ricardo Reis, seus grandes heterônimos. A partir daí foi um prazer ministrar aula de Literatura Portuguesa para o querido 3° ano do Colégio Militar. Obrigado pela participação. Abraços.

    ResponderExcluir

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Agradeço o tempo investido nesta comunicação.

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