terça-feira, 29 de junho de 2010

Bolinhas Azuis - Artigo Jornal Expresso Ilustrado de 25 Jun 10

Há algum tempo fui ao Banco do Brasil, com o objetivo de sacar dinheiro. Na porta, uma senhora magra, idosa, pedia esmolas para os transeuntes, que entravam e saiam do local. No momento em que me aproximava, antes que ela pedisse algo, um rapaz saiu do estabelecimento e impediu, temporariamente, a minha passagem. Num relance, observei-o entregar uma nota de R$ 20,00, como donativo. Ao receber a quantia, os olhos da senhora brilharam, de forma magnífica. Ao ultrapassá-los, ouvi-o dizer: "É para a senhora comer algo...". Fiquei emocionado com a situação; uma bondade singular. Albert Einstein formulou um pensamento que inicia assim "A vida é como jogar uma bola na parede: se for jogada uma bola azul, ela voltará azul; se for jogada uma bola verde, ela voltará verde". Isso mesmo: se jogarmos uma bola forte, ela nunca voltará fraca.
A ordem natural da ação e reação; um resumo da "lei da atração" de que tantos falam. Caro leitor, olhe para a sua volta; veja os seus frutos. A vida não possui represas, diques, ou compartimentos (manhã, tarde e noite). Ela é fluxo corrente, continuidade de instantes e escolhas. A bondade do rapaz lhe trará um retorno de mesma qualidade. O melhor é que ele não espere por isso, pois, assim, os seus olhos brilharão iguais aos dela. Será, também, uma linda surpresa...

Um comentário:

  1. Concordo! Nunca fui honrado de ver uma cena dessas. É bom saber que exitem pessoas que não se preocupam só com o seu mundo!

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Agradeço o tempo investido nesta comunicação.

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