sexta-feira, 19 de março de 2010

Artigo para o jornal Expresso Ilustrado - 12 Mar 10 - Tempo Suave

A banda Legião Urbana cantou, na canção Tempo Perdido, Todos os dias quando acordo; não tenho mais o tempo que passou; mas tenho muito tempo; temos todo o tempo do mundo...” Uma estrofe interessante e filosófica. No final de semana passado completei 35 anos. Um fato corriqueiro, que não deveria ser colocado num artigo. Exceto pelo fato da surpresa inesquecível que recebi dos amigos. A vida é assim, prega peças e nos deixa sem ação. Muitas vezes choramos, escondidos ou não. No caso específico, chorei de felicidade, devido a grande quantidade de pessoas que minha esposa reuniu no Bar Flashback. Aos que participaram do evento, obrigado por tudo. Contudo, minutos antes, já havia me emocionado, no cafezinho poético (aberto ao público) que ocorrera no Centro Cultural. Um poema que o César Braga escrevera para o meu pai. Nesses poucos anos consegui perceber que a vida se baseia em emoções – alegrias e tristezas – e que o racionalismo apenas fornece a estrutura básica para todo o conteúdo afetivo. Quero dizer, qualquer título, honraria, ou mesmo retorno financeiro, são subjugados e colocados a segundo plano, quando comparados ao amor. Pena que alguns humanos não percebam isso. Caio Fernando Abreu escreveu “O tempo que temos, se estamos atentos, será sempre exato.” A vida, com amor, possui um tempo melhor aproveitado. Encerro o artigo com a continuação da música supracitada, onde Renato Russo exclama “Não tenho medo do escuro, mas deixe as luzes acesas, agora”. Ainda bem que temos o carinho e a amizade, que nos tiram de qualquer escuridão...

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