terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Um vazio no coração - abraços ao meu pai


"A saudade é uma palavra triste" - dizia uma certa música gaúcha...
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Hoje, retornei a revisar o livro em que escrevo sobre meu pai.
Relembrando as situações vividas, fiquei com saudade.
A futilidade da vida - dinheiro, carro, casa, objetos materiais,
tudo fica tão pequeno quando a perda é irreparável.
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Somente quem passou por isso para entender o que sinto, neste momento.
Quem não passou, apenas imagina e a visualização não chega nem perto da dor.
Sei disso, pois assim imaginava quando o meu pai era vivo...
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Quando um ente querido se vai, a base sólida fica balançada.
O meu pai faleceu no dia 20 de abril de 2009 e ainda estou desnorteado.
Não costumo dizer isso, mas um vazio se abriu no meu coração...
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Parece estranho dizer isto?
Talvez.
O vazio que se formou é do futuro que não ocorrerá mais.
Dos instantes na churrasqueira, dos copos de vinho, dos perfumes que ele colocava para ir à missa. A mão na cabeça, o abraço na chegada e na saída.
O vazio no meu coração é o futuro que não ocorrerá mais,
conforme foi no passado.
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Contradiz com o intenso calor humano e a infância intensa que ele me deu.
Isso completa o outro lado do coração, aquele que transborda com a felicidade plena.
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Particularmente, acredito em Deus. Tenho fé e confio nele.
Apesar de ainda não entendê-lo.
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Espero que Ele esteja cuidando do velho Acir José Pasini,
da mesma forma que o "Pai Pasini" cuidou de mim.
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Do meu lado, após acabar este livro doído - mas feliz - espero que
os meus filhos gostem tanto de mim, quanto eu amei o velho pai.
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O mundo gira, gira, gira...
e nada "detém a linda e implacável marcha inexorável do tempo".
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Sejamos felizes...

2 comentários:

  1. Obrigado pela visita.
    A "saudade" é uma palavra bem portuguesa...
    Uma palavra que significa lugares de ausência, perda, ansiedade quase "loucura".

    Gosto do seu blogue. Parabéns.

    Abraço

    Paulo

    PORTUGAL

    ResponderExcluir
  2. Boa noite, Giovani.
    Agradeço muito a visita que fez e o comentário que deixou no meu blogue.
    Depois de constatar a razão pela qual não encontrava o seu comentário num dos meus blogues, "Contos da Avó Mizita", cheguei à conclusão de que, afinal, o comentário tinha sido colocado no 1.º capítulo da minha historinha e não no 2.º, como eu pensava. Peço desculpa.
    Esclarecido o 'meu' engano, passo ao comentário deste texto que tem um conteúdo que a muitos de nós faz reviver o mesmo sentimento que o Giovani terá, i.e., um certo nó na garganta, que temos a tendência de sufocar.
    Sempre tive uma fobia: a fobia do irreversível. Sou - e sempre fui - uma lutadora. Custa-me muito admitir o "já não há nada a fazer". Eu creio que este problema nasceu no dia em que faleceu uma priminha minha - que aliás refiro no 1.º texto "Reflexões sobre a Minha Infância", no meu blogue http://caminhos de cristal.wordpress.com, com 10 anos de idade. Tinha eu 9 anos, na altura que isso aconteceu. Decorridos 6 meses, faleceu o meu Avô, que não conseguiu suportar a dor de perder a neta e desinteressou-se de viver. Eu acredito tenham sido esses dois acontecimentos, porque eu estava muito ligada aos dois. Há anos faleceu meu Pai e eu estava tão habituada a contar-lhe tudo sobre o que se ia passando comigo que, durante muito tempo, tinha aquela tendência para - sempre que algo bom me acontecia - continuar a pensar "quando chegar a casa vou contar-lhe", pensando nele. Compreendo bem, portanto, o sentimento que continua enraizado em si, embora espere supere essa perda com o 'conforto' (?) de que ele já está em descanso. Somos nós, os vivos, que ainda teremos de passar por esse instante, mais, ou menos, longo, de passar para o lado de lá ...
    Este é o único 'irreversível' que me deixa de braços caídos, porque em todos os acontecimentos que exigem a minha persistente, teimosa luta para ultrapassá-los, eu marco pontos.
    Aproveito para dar-lhe os parabéns e informá-lo de que irei ser sua seguidora com muito gosto.
    Maria Letra

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Obrigado por deixar o seu comentário neste blog.
Agradeço o tempo investido nesta comunicação.

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