segunda-feira, 30 de novembro de 2009

O valor de um exemplo



A melhor forma de se aprender algo, em nossa vida, é pelo exemplo.

Quando eu tinha por volta de uns cinco ou seis anos, “peguei” uma bala do bar Bonanza, em Santiago, sem que ninguém visse. Ao sair do local, ao lado de meu pai, sem querer deixei que ele observasse a guloseima. Então ele perguntou:

- O que é isso? Você pegou essa bala sem pedir?

Ao obter a minha resposta afirmativa, não brigou comigo. Retirou uma moeda do bolso e disse o seguinte:

- Giovani, vamos até o bar. Você vai pagar essa bala...

Dito e feito. Tive que enfrentar o Firmino, o dono do bar e pagar a tal da bala. Naquele momento, confesso que fiquei com muita vergonha. Entretanto, hoje tenho muito orgulho.

Há algum tempo, o meu filho Eduardo, que na época tinha seis anos, fez o mesmo no supermercado Bazana, em Santiago. Ao sair do supermercado, observei um chiclete na sua mão. Perguntei:

- Eduardo, o quê é isso? Você pegou esse chiclete sem pagar?

Coincidências do destino. Diante da resposta positiva de meu filho, o passado voltou em segundos. Naquele instante, eu era o Eduardo e meu falecido pai estava em mim. Retirei uma moeda do bolso e, calmamente, fiz com que ele pagasse aquele chiclete, ao caixa do supermercado.O melhor valor que podemos receber (e deixar) é o exemplo. Talvez seja esse o ponto negativo, que assola a nossa sociedade: o mau exemplo. Este, tantas vezes difundido pela própria mídia impressa e televisiva, que coloca demonstrações de desonestidades dentro do nosso lar.

Caro leitor, todos nós teremos algumas opções na vida. Algumas delas possuirão o cheiro da desonestidade e o gosto do egoísmo.

Caberá unicamente a você a decisão. Aceitar a corrupção do caráter, ou ser feliz e dormir tranqüilo, toda noite, sabendo que os pensamentos e os exemplos valem mais que toda essa futilidade mundana.

Até hoje agradeço os bons exemplos recebidos de meu pai. A roda da vida gira, gira, gira...

De repente, nós voltaremos ao início - e o fim; o fim será apenas um recomeço...

(Em homenagem a Acir José Pasini, falecido em 20 de abril de 2009)

Um comentário:

  1. Emocionante! O maior patrimônio que nossos pais nos deixaram é a educação, a formação para a vida, o discernimento do que
    é justo, correto e bom.

    Seu blog é belo, encantador.

    Um abraço.

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Agradeço o tempo investido nesta comunicação.

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