quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Artigo para o Jornal Pampa Regional - Tempo não é dinheiro

Foto retirada da internet

Na era “pós-internáutica”, tornou-se muito comum se falar sobre o tempo. Tanto que já temos várias obras e cursos de como se administrar corretamente o dia-a-dia. O humano da atualidade está tão atarefado (como este que escreve) que o maior sonho é a vida bucólica e pacata do interior. “Ah! Se eu tivesse uma chácara...”

Isso é tão notório que chego a pensar num “êxodo urbano” até a metade do Séc. XXI – o século da “vida virtual”.

Agora, um assunto que fez girar mais rápido os ponteiros do relógio: a internet. Invento que surgiu há cerca de 20 anos, revolucionou a difusão de conhecimentos. Entretanto, difundiu, também, a alucinação e a loucura coletiva.

Palavras ríspidas, eu sei.

Os vários programas de relacionamento virtual, tais como e-mail, orkut, MSN, Second Life, Face Book, blog, twiter, entre outros, conseguiram (ao mesmo tempo) distanciar e aproximar as pessoas de nosso mundo. Junto com os programas de relacionamento – o sexo – é o assunto mais acessado. Outro distanciamento de relações humanas e físicas, ou seja, um sexo virtual e, esporadicamente, doentio.

Quero dizer, os internautas ficaram tão submissos ao computador, que estudos recentes acusam uma estimativa de cerca de 10% dos internautas já se tornaram dependentes da rede mundial. Isso mesmo, eu disse dependentes.

Os usuários (como de drogas?) criam “ilhas” dentro de seus trabalhos e residências. Conseguem fazer com que a vida passe mais rápida, tanto que a medida das horas de nossa era está sendo marcada pela quantidade de clicadas, não de batidas.

Calma, os “internáuticos” não me crucifiquem. Também existem os pontos positivos, vou ressaltar alguns: a rede proporciona uma fonte de consulta inimaginável, tão rica e compartilhada entre nações. Em minutos o indivíduo pode navegar pelas bibliotecas e museus do mundo. Pode pesquisar, também, qualquer assunto pelos endereços de busca (google, yahoo etc.). Pena que quase não utilizamos os recursos, para tais finalidades.

Enfim, o artigo não é uma crítica ao Séc. XXI. Gostaria que o leitor encarasse como um aviso.

Afinal, na nossa época virtual o tempo não é somente sinônimo de dinheiro, como no século passado. Pode ser medido, talvez, pela quantidade de acessos.

Olha o vício...

2 comentários:

  1. Navegando sem ruma com a intenção de divulgar o meu blog, cheguei até você e gostei do que vi, tanto que pretendo voltar mais vezes. No momento estou impedida de fazer leituras muito extensas, pois a claridade da tela do computador está prejudicando um pouco a minha visão, devo tomar cuidado. Em breve resolverei esse problema. Bem, já que estou aqui aproveito para convidar a conhecer FOI DESSE JEITO QUE EU OUVI DIZER... em http://www.silnunesprof.blogspot.com
    Eu como professora e pesquisadora acredito num mundo melhor através do exercício da leitura e enauqnto eu existir, vou lutar para que os meus ideiais não se percam.
    Se gostar da minha proposta, siga-me.
    Por hoje fico por aqui, Espero nos tornarmos bons amigos.
    Que a PAZ e o BEM te acompanhem sempre.
    Saudações Florestais !

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  2. Agradecendo o comentário e retribuindo visita.
    E chego em boa hora, pois acabo de "ficar" 21 dias sem conexão com a net e me neguei a ir a uma LAM HOUSE. Foi difícil ficar sem net, mas como todo vício, temos que saber o limite. Aprendi que posso ficar sem ela, mesmo que isso me prive de algumas boas horas de "lazer".

    Abraços

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Obrigado por deixar o seu comentário neste blog.
Agradeço o tempo investido nesta comunicação.

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