terça-feira, 13 de outubro de 2009

Ipês, paralelepípedos e fofocas...

Foto retirada da internet

Em alguns momentos paramos para pensar.
Controlamos nossa boca,
fonte emissora de sons,
ampliados pelo palato
e pelo trabalho incansável das cordas vocais...
===
Em alguns momentos ficamos em silêncio.
Por instantes paramos para pensar.
Neste ínterim, os olhos funcionam com maior facilidade
auxiliado pela capacidade auditiva (e animalesca).
===
Quando os ouvidos enxergam,
os olhos escutam e, principalmente,
o nariz encosta, com tato suave,
o cheiro doce das plantas, umidificadas pela chuva,
- a normalidade é estar em silêncio. -
O silêncio do barulho cerebral,
no conturbado mundo imaginário da vida humana.
Milhares de impulsos elétricos,
na sinapse dos neurônios
em uma dança de inteligência...
===
Em alguns momentos ficamos em silêncio.
Observamos os ipês amarelos
soltando as folhas-flores
sobre os paralelepípedos azuis.
===
Contudo, são meros momentos.
===
Pouco depois, as nossas línguas andam
em um exercício de fofoca,
andarilho tão contumaz
que torna aeróbio - o anaeróbio
e vice-versa.
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Se a Língua não usasse a língua,
como seria?
E como seríamos?

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