sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Dançando em cima do tempo perdido


A vida é tão efêmera...
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Não sou o primeiro e nem o último a escrever e pensar sobre isso.
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Sêneca realizou um estudo avançado sobre o tempo.
A fugacidade da vida, no simples relampejar da existência.
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A felicidade se esvai e escapa por entre os dedos
nos degraus do "ser e estar".
Os segundos se transformam em anos
e os anos em décadas.
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Há pouco éramos crianças.
Depois viramos criança-adultos. (É a hora da puerícia)
Hoje somos adulto-crianças.
E amanhã?
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Parece-me que o tempo fica à espreita,
olhando para as nossas preocupações mundanas,
rindo-se de todo o momento perdido.
Irônico, ele sabe que um dia iremos sofrer a sua ausência
e fugacidade...
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A única solução é dançar uma valsa com as pessoas amadas
- esposa(o), filho (a) (os), pais etc. -
e cruzar o salão da vida
deliciando cada momento bom
e, também, qualquer tropeço de mau dançarino.
Escorregar suavemente sobre o tempo perdido,
com a leve alma que nos leva.
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Finitos, felizes e fervorosos.
Aliteração de nosso espírito que busca a perene repetição.
Não aceitamos o hoje sem o amanhã.
Tão pouco 2010 sem 2011.
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Afinal, o tempo é eterno.
Nós é que somos finitos.
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Essa é a prova da existência de Deus.
O milagre da vida e o infortúnio do tempo findável (e inacabável).
Reticências dos genes transferidos.
O início no nosso fim.

Um comentário:

  1. Elizabete Amarante3 de outubro de 2009 10:31

    O dia de amanhã não está programado para ninguém, me faz pensar que as vezes não usamos o tempo que é dado de forma correta.
    Parabéns

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Obrigado por deixar o seu comentário neste blog.
Agradeço o tempo investido nesta comunicação.

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