quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Artigo para o jornal PAMPA REGIONAL - Para os meus netos...

Foto retirada da internet



Para os meus netos...

Falar sobre ecologia é politicamente correto.

Atualmente, a instituição (entidade jurídica ou não) que não se preocupa com a ecologia, já está perdendo dinheiro. Como sempre, o capitalismo gerencia o custo-benefício e a propaganda-eficiência-eficácia de nossas vidas.

Afinal, esse é o assunto da moda. As escolas falam sobre a preservação, os políticos (Al Gore) ensinam sobre o efeito estufa e os profissionais da comunicação e do marketing enfatizam, cada vez mais, sobre o futuro ecológico de nosso mundo. Há poucos dias, por exemplo, alguns seguidores do Greenpeace escalaram o parlamento britânico contra a inépcia do governo daquele país, em relação ao aquecimento global.

O meu filho, meses atrás, apresentou detalhes de preservação ambiental que não ensinavam no meu tempo de escola. Grato avanço. Espero que tal ensino se fortifique e não acabe junto com o modismo, tornando-se démodé.

Falar sobre ecologia, na atualidade, é politicamente correto. Dizer que atua ecologicamente seria o mais favorável neste artigo.

Entretanto, faço a mea culpa. Não tenho toda a consciência ecológica que deveria ter. Gosto de usar lenha no inverno, algumas vezes esqueço a torneira aberta e uso o carro mais do que devia. Sou fruto da (des)educação que minha geração teve.

Contudo, qualquer momento é tempo de mudar. Aprendemos durante toda a nossa vida. Um fato me fez modificar atitudes e repassarei ao leitor, como difusão e contribuição.

No final de setembro participei de um curso de Dicção, Desinibição e Oratória, no Centro Empresarial de Santiago. Durante o evento a professora, Ana Donner, disse o seguinte:

“- Toda vez que você não observar a sua torneira aberta, por desatenção, preste a atenção, rapidamente, ‘faça cair a ficha’ e a feche dizendo: isso é para os filhos de meu filho...”

Comigo está funcionando.

Ao fazer a barba, diariamente, quando escuto a queda da água perdida, levo um susto!

“Isso é para os filhos - de meus filhos - Eduardo e Amanda. Isso é para os meus netos...” – Penso.

No mesmo momento, a torneira e a minha consciência passam a ficar em silêncio.

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