quarta-feira, 2 de setembro de 2009

A voz inacabada...

Praça Central de Santiago - Foto Márcio Brasil
Estou feliz.
Cansado, desgastado fisicamente e esgotado mentalmente,
mas estou feliz.
===
A felicidade é tão efêmera,
que devemos aproveitá-la.
Pena que estou cansado.
===
Deus sempre foi bondoso comigo,
deu-me uma ótima casa,
uma excelente profissão,
uma esposa adorável,
dois filhos lindos,
um cachorro amigo,
e um pé de ameixa amarela no fundo do pátio
(não é plágio ao ipê roxo do Rubem Alves - talvez uma parceria...).
===
Estou feliz e cansado.
Hoje o trabalho no quartel foi corrido.
Sobrecarregado, contudo leve.
Uma leveza que se encontra
na alegria de se estar na cidade que se ama:
a inigualável "Terra Natal".
Não existe cidade melhor que
aquela onde colocamos, pela primeira vez,
a cabeça (insatisfeita) para fora.
Essa é a única verdade sobre cidades...
===
Neste momento continuo trabalhando.
Estou organizando o projeto do
II Encontro de Escritores do MERCOSUL e
I Fórum Latino Americano de Literatura,
que ocorrerá em janeiro de 2010.
Ao meu lado,
deitado no tapete felpudo,
o meu filho brinca com bonecos heróicos
e eternos.
Penso que talvez eu não seja o melhor pai do mundo,
mas, com certeza, sou o mais esforçado que posso ser.
Espero que ele goste tanto de mim,
quanto eu amei o meu velho pai.
===
Estou feliz.
Cansado, mas feliz.
A única tristeza que eu tenho é não poder
ficar horas escrevendo,
em contato com o divino,
no êxtase do etéreo.
===
Tenho que me contentar,
pois toda a felicidade é efêmera.
Então,
caro leitor,
saiba que neste instante se
encerra uma gota de luz
que surge do interior de minha alma...
===
Enfim,
adeus.
Até a próxima postagem de alegria,
junto com as lágrimas do infindável (coração)
e perto de minha voz inacabada...

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