sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Uma cabeça sobre o meu peito...

Nós somos seres emotivos.
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Passamos uma vida em altos e baixos,
felicidade e tristeza,
amor e raiva,
silêncio e falatório.
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Brincamos numa gangorra,
de um lado e do outro
- lá estamos nós -
um pouco NO ALTO,
outro tanto no baixo,
variações de humores, amores, rumores, ardores, dores e odores...
O que nesse instante é importante,
amanhã não tem sentido.
Vou explicar...
===
Há pouco tempo atrás
eu estava cheio de problemas,
coisas "importantíssimas" para resolver.
===
Lá estava o Giovani Pasini
escritor que tenta ser escritor,
com sonhos de literatura,
sangue na literatura,
alma na literatura,
sono na literatura,
carne na literatura,
lágrimas na literatura,
baile na literatura,
sorrisos na literatura,
competência na literatura,
incompetência na literatura,
orgulho na literatura,
amor na literatura...
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===
Até que a minha filha Amanda ficou doente.
Ela pegou uma gripe forte.
Na cama, pouco antes de irmos ao médico,
ela soltou a cabeça sobre o meu peito,
olhou-me nos olhos e disse, com voz fraca e suave:
- Pai...Me ajuda.
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Naquele instante,
confesso,
passou a existir apenas o amor,
a carne,
o sangue,
as lágrimas,
o medo,
o carinho,
a vontade de correr pelas ruas...
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Sim,
naquele instante não havia mais a literatura.
===
Ainda bem que minha filha está melhor.
Talvez seja o momento para refletir,
para, talvez, eu também possa ficar um pouco melhor...
===
Vamos pensar sobre isso?

Um comentário:

  1. Eu também já passei por isso,
    a literatura é algo que "vicia".

    A saída é a dosagem...
    abraços!

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Obrigado por deixar o seu comentário neste blog.
Agradeço o tempo investido nesta comunicação.

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