quinta-feira, 3 de setembro de 2009

A luz do silêncio

O silêncio, alguma vezes, possui uma luz inebriante.
Uma boca muda, lábios colados, enaltece a sabedoria.
Pena, eu sei, pena que somos tão falantes
e que escurecemos, como eclipse, o brilho da sapiência.
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Disse um sábio qualquer, que uma palavra lançada
é como um projétil de uma arma de fogo.
Ao eclodir, você perderá o domínio sobre ela,
não existirá mais o silêncio e,
talvez, surgirá mais uma dor.
A dor da mágoa.
===
O silêncio da "não ofensa",
é um cuidado a ser tomado
pelo bicho homem.
Nós, os monstros "semi-dominados",
educação pueril - não resiste a um "fura-fila"...
Inconstância aflitiva e faladora.
Impulso, simpesmente animalesco,
causador do falatório...
===
Tenho certo receio ao tratar com pessoas
que se dizem intempestivas, que falam o que pensam.
A lei do homem sugere causas e consequências,
ação e reação,
mágoas e "contra-mágoas".
Por isso, somente devido a esse fato, esquivo-me de heróis com "faca na boca".
= Não seria faca da boca? =
===
Já deixei de fazer algumas amizades
por ser introspectivo, quieto e calado.
Falo pouco - é verdade...
Entretanto, o silêncio,
ora surge como escuridão
e outrora como luz.
===
Na minha vida,
em todas as etapas,
até este momento,
julgo que fiquei um maior tempo
curtindo a luz do silêncio...
e você?

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