terça-feira, 25 de agosto de 2009

A Voz dos Escritores - A primeira entrevista

A Casa do Poeta de Santiago (www.casadopoetadesantiago.com.br) está lançando o projeto "A Voz dos Escritores" que visa entrevistar escritores de Santiago e região, difundindo através da internet o seu trabalho e opiniões.
Este projeto possui a intenção de lançar no blog do Giovani Pasini, no site e no orkut da Casa do Poeta de Santiago, todas as segundas-feiras, uma matéria sobre os autores locais, contribuindo, assim, com o epíteto "Santiago: Terra dos Poetas".
Se o leitor tiver alguma idéia, sugestões de entrevistados, poderá enviar para os seguintes e-mails: gpasini@ig.com.br e secretaria@casadopoetadesantiago.com.br ou deixar um comentário neste blog.

O nosso primeiro entrevistado é o conhecido escritor ALESSANDRO REIFFER DE ALMEIDA, 31 anos, natural de Santiago, RS.
O Alessandro Reiffer é professor e escritor, já possui um grande reconhecimento dos leitores da região e de todo o Brasil, sendo que o seu trabalho leva o leitor à uma viagem introspectiva interessantíssima.
A entrevista foi realizada no dia 24 de agosto de 2009 e está sendo publicada como um encarte especial, sendo que permanecerá em destaque até a próxima segunda-feira, dia 31 de agosto de 2009.
Conheça o nosso escritor! Aproveite esta entrevista!

1. Você já tem algum trabalho (livro, pesquisa, poesias etc.) publicado? Quais?
Sim, possuo um livro de contos, Contos do Crepúsculo e do Absurdo, publicado em dezembro de 2006, e o zine literário Poemas do Término e Contos do Fim, que publico bimestralmente desde 2003 e está em sua 35º edição. Também possuo trabalhos publicados em antologias, jornais, revistas e em vários sites da Internet.

2. Como você definiria o seu estilo? Você gosta de escrever quais textos: contos, crônicas, poesias etc?

Escrevo predominantemente poesias e contos, mas eventualmente também escrevo crônicas e artigos diversos. Defino meu estilo como algo dentro de um neo-romantismo e de um neo-simbolismo, ou até mesmo um pós-modernismo apocalíptico.

3. Com quantos anos você começou a escrever? Por qual motivo?

Meu primeiro poema escrevi com oito anos de idade, meu primeiro conto com 15. O motivo não foi nenhum em específico, apenas o afloramento natural de minha vocação.

4. Qual o seu próximo projeto? Algum livro que você está trabalhando? Qual será o tema?

Finalizei meu 1º livro de poemas, intitulado Poemas do Fim e do Princípio, que é uma seleção consciente daqueles que considero meus melhores poemas escritos até este ano, incluindo alguns inéditos. O livro deverá contar com mais de 200 poemas. No momento estou em busca de patrocínio para a publicação. Gostaria de publicá-lo ainda este ano. Também preparo um novo livro de contos, mas sem previsão de publicação.

5. Quais o(s) escritor(es) que você gosta e aconselha aos leitores desta reportagem?

Seriam muitos, mas entre os estrangeiros eu sempre irei aconselhar Edgar Allan Poe, Dante Alighieri, Johann Von Goethe, Fernando Pessoa, Baudelaire e Victor Hugo. Entre os nacionais, aconselho Cruz e Sousa, os poetas do Ultrarromantismo e do Simbolismo em geral, Castro Alves, Augusto do Anjos, Murilo Mendes, Machado de Assis, Paulo Leminski e o gaúcho Eduardo Guimaraens.

6. Qual o conselho que você daria para quem está iniciando na escrita?

Que leia muita literatura, e que aprecie muita arte em geral. Que procure sentir cada momento com o máximo de seus sentimentos. Só o sentimento pode criar um bom escritor. Sentir é a chave. E então, depois escrever o que vier no coração, mas sem nunca perder a autocrítica. Deve-se buscar a inspiração com toda força e depois lapidá-la com todo cuidado. O iniciante deve ter em conta que escrever seriamente não é simplesmente desabafar o que está sentindo. É buscar do fundo da inspiração aquilo que se quer dizer e então trabalhar incansavelmente, até que a inspiração seja transformada em arte realmente expressiva, de preferência criativa e original.

7. Utilize este espaço para falar o que quiser para os leitores da reportagem:

Para tudo há um preço a se pagar. Quem quer escrever, criar realmente, deve pagar vários preços. Um deles é nunca deixar o sentimento morrer. E para isso, nunca se deve se deixar ser levado pela vida prática. A vida prática acaba com qualquer escritor, com qualquer artista. Claro que não podemos deixá-la de lado totalmente, mas se considerarmos o trabalho profissional, ou o dinheiro, ou a sociedade como mais importante que nossa arte, jamais seremos artistas. A recompensa é que só a arte e a filosofia podem imortalizar o que um homem quis dizer ao mundo. Um político, por exemplo, pode ser hoje uma pessoa muito importante, muito famosa. Mas dentro de pouco tempo será esquecido. E se for lembrado, será apenas de nome. Quem se recordará da obra dele? Mas a arte fica. Hoje lemos Homero, que viveu séculos antes de Cristo. Há filmes baseados em suas obras. E o tempo sempre se encarrega de determinar aqueles que disseram algo para a posteridade, e que, portanto, serão lembrados, e aqueles que apenas falaram de um momento transitório, e que, consequentemente, serão esquecidos.

8. Como o leitor pode entrar em contato com você (e-mail, blog, site etc.)?

Meu blog: www.artedofim.blogspot.com

E-mail: reiffer@gmail.com

Obrigado, Pasini, por essa oportunidade, e parabéns por mais essa tua iniciativa.

Caro Reiffer, nós é que agradecemos o seu trabalho e damos os parabéns por suas obras. Agradecemos, também, aos leitores da matéria. Até a próxima!

8 comentários:

  1. Sucesso para "A voz dos Escritores".
    Parabéns pela iniciativa!

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  2. Elizabete Amarante25 de agosto de 2009 18:30

    Parabéns pela iniciativa.
    Temos que divulgar os escritores de Santiago!
    Sucesso para "A voz dos Escritores".
    Parabéns para o Alessandro Reiffer,
    adorei as respostas.

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  3. Otima entrevisa. Assim podemos conhecer cada vez mais os escritores de santiago. Parabéns pelas respostas, Alessandro! E parabéns, Pasini, por mais essa iniciativa!

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  4. Grande Giovani. Parabéns por tua sincera luta em prol da valorização do que se pensa e do que se produz em nossa Santiago, considerada a Terra dos Poetas. Não há dúvida de que é preciso reconhecer, valorizar e incentivar o pensamento de nossa gente e a evolução cultural de nosso povo. Parabéns por teu engajamento e tua sinceridade. E parabéns ao meu amigo de muitos anos, Alessandro Reiffer. Seu talento é indiscutível. Sua arte é universal e não se prende às amarras regionais, nem é comportado pelas porteiras do pensamento provinciano. Um grande amigo, um grande talento que merece ser reconhecido e aplaudido.

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  5. Excelente ideia e execução da primeira entrevista. O Reiffer é uma grande promessa literária para a nossa Terra dos Poetas. A continuar no ritmo de produção dos últimos anos, hoje mesmo somos testemunhas que o prometido já se realiza.

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  6. Ficou ótimo, Pasini. Republiquei em meu blog. Mais uma vez obrigado. Vamos aguardar as próximas entrevistas. Abraço.

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  7. Parabéns pela reportagem.
    Acho que Santiago irá crescer com esse projeto.

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  8. Parabéns para a nossa Casa do Poeta e, Alessandro Reiffer, pelo reconhecimento do seu trabalho.
    Ficamos felizes com o avanço de Santiago!

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Obrigado por deixar o seu comentário neste blog.
Agradeço o tempo investido nesta comunicação.

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