sexta-feira, 21 de agosto de 2009

A sinfonia dos milagres...

Hoje fui à missa de quatro meses de falecimento do meu pai,
Acir José Pasini.
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A igreja matriz, por ser sexta-feira, estava um pouco vazia.
Entretanto, a sensação que tive foi muito boa.
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Geralmente lemos críticas à religiosidade,
em jornais, blogs, revistas etc.
Falam sobre a falsidade dos devotos e
sobre o excesso de pecados.
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Quero, agora, apresentar o outro lado,
uma outra opinião.
Em algum lugar, de algum escritor famoso (tenho dificuldade em guardar nomes),
li que "Nós não vemos o mundo como ele é, nós vemos o mundo como nós somos."
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Não vejo nenhuma hipocrisia nos devotos que entram na igreja católica, perto da praça;
também não observo mentira nos crentes que frequentam o culto,
ao lado do Grêmio de Subtenentes e Sargentos;
da mesma forma, não acho que são cínicos os que vão nas reuniões,
no Centro Espírita, perto do "Bola no Pé".
Sinceramente, não vejo...
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O que vislumbro são pessoas buscando o desenvolvimento da própria fé,
algumas pedindo,
várias doando,
algumas sofrendo e
tantas outras felizes...
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Ninguém (nunca) conseguirá acabar com a religiosidade do povo.
Nietzsche não conseguiu, ao afirmar que "Deus estava morto!".
Alguns governos proibiram a prática da religiosidade, seguindo a doutrina
de que "Deus era o ópio do povo".
O que resultou disso foi a prática sigilosa de cultos religiosos.
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Pelo contrário,
concordo com o filósofo austríaco Martin Buber que escreveu o livro "O Eclipse de Deus"
no qual ele defende a filosofia com a fé num divino.
Por quê?
Por que Deus não está e nunca estará morto - Está apenas escondido por detrás
da nebulosa filosofia moderna de Kant (racionalismo), Marx, Nietzsche e tantos outros.
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Uma sinfonia é composta por vários instrumentos.
Cada um toca do seu jeito, no seu tom.
Entretanto, um Maestro tem de conduzir todos os toques para que a orquestra funcione.
Acredito no Deus que conduz a grande Sinfonia dos Milagres que é a nossa vida.
A natureza necessita de um grande maestro...
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Hoje,
na igreja,
senti um grande amor por todas as pessoas que estavam lá.
Não pedi nada.
Quer dizer, na verdade, pedi que todos eles fossem felizes.
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Afinal, a gangorra da existência pode ter os seus momentos de solidariedade...

3 comentários:

  1. Concordo com você, Giovani.
    Alguns filósofos querem acabar com a nossa fé.
    Gostei do texto.
    Abraços,
    lembranças para a família.

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  2. Eu não entendo o seguinte, Giovane:
    Antes eu li o seu texto e do Márcio brasil e achei que tanto vc quanto ele eram contra o sistema religioso.
    Agora você escreve defendendo as religiões.
    Não vê o que está acontecendo com o Edir Macedo?
    Já leu a coluna do Ruy Gesinger no Expreso?

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  3. Em primeiro lugar, seu ANÔNIMO, releia o texto, pois você deve ter dificuldade de interpretação. Em segundo lugar, não tenha medo de se identificar, ensinamos até as crianças que para sermos dignos, devemos assumir tudo o que fazemos.

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Obrigado por deixar o seu comentário neste blog.
Agradeço o tempo investido nesta comunicação.

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