domingo, 30 de agosto de 2009

Os poderes de Deus - um ocultismo necessário...

Hoje de manhã, eu estava com minha filha, brincando no fundo do pátio.
Olhei uma pequena erva daninha e, rapidamente, arranquei-a do meu gramado.
Eu, um assassino ecológico, perdoado pelas convenções sociais...
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Nós, homens, podemos ser comparados ao Deus cristão, em quase tudo...
Não?
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Calma, vou explicar:
1. como Ele, podemos criar - inventamos coisas, achamos soluções para os problemas;
2. como dizem que Ele faz, podemos destruir (Torre de Babel, Dilúvio, Sodoma e Gomorra etc.) - hoje eu destruí uma erva daninha. O homem utilizou as bombas de Hiroshima e Nagasaki...
3. tanto quanto Ele, podemos raciocinar (inteligência) - conseguimos entender questões e acreditamos encontrara a verdade, para as nossas atuais convicções. Verdades julgadas eternas, paradigmas que se desmancham com descobertas significativas (terra quadrada, terra é o centro do universo etc);
4. O que não temos, como Ele, é a capacidade de viver na eternidade ( ao menos não fisicamente...).
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Eu sei...
Algum filósofo irá dizer que essas premissas partiram do princípio que Deus existe.
O silogismo (Argumento formado de três proposições; a maior, a menor (premissas) e a conclusão deduzida da maior, por intermédio da menor) que se faz de Deus e do homem - sugere a existência de Deus.
Julgo impossível a existência do "inteligível" pelo efeito "sorte" propagado por um Big Bang.
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Surge, então, o tal ocultismo.
Helena Blavatsky, filósofa criadora da Teosofia (sabedoria dos deuses), fundadora da Sociedade Teosófica, foi a divulgadora do ocultismo moderno.
O seu reconhecimento entre os filósofos é muito grande, sendo que em suas obras ela aproximou as ciências ocultas e filosóficas orientais das ocidentais.
Tenho duas de suas obras e recomendo a leitura das teorias implementadas.
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O ocultismo faz parte da filosofia, desde que Sócrates pregava os seus ensinamentos, sem escrever nada, para os seguidores e "caçadores".
Tudo o que está "oculto", não apenas espíritos, faz parte do ocultismo.
A filosofia nunca esteve longe de Deus. Mesmo na era moderna (Kant, Nietszche, Marx etc.), Deus estava no seu encalço. Tanto que quando um cientista quer provar a inexistência de algo, ele se baseia no próprio fato contestado.
Julgo que Deus foi o maior companheiro de Friedrich Nietzsche, enquanto o filósofo viveu.
Preste atenção no que vou dizer: não existe ateu convicto.
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Nietzsche, filósofo indiscutível, teve que destruir os seus conceitos (e os recebidos da sociedade) para chegar até as suas obras.
O inigualável "Assim falava Zaratustra" é a obra prima de sua produção.
Entretanto, em Ecce Homo, observamos uma ode ao egocentrismo.
Tanto que ele enlouqueceu (alguns dizem que de sífilis e outros de câncer no cérebro).
Qual foi uma das últimas personagens que o então louco Nietzsche encarnou?
Jesus Cristo.
Isso não sugere algo?
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Fugir do ocultismo sugere um enorme estudo do próprio ocultismo.
Fascinação oculta, em cientistas que tentam negá-la e que por toda uma vida se debruçam sobre documentos teosóficos.
Não é isso?

2 comentários:

  1. Uma ótima reflexão a tua, Pasini. Se o homem somente com a razão e com a ciência soubesse de todas as coisas, entendesse todas as coisas e tivesse resolvido todos os seus problemas, principalmente o de preservar o planeta, então não precisaríamos de mais nada. Porém, o que acontece é o contrário. A razão é e sempre será insuficiente para o homem.

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  2. Caro Giovane
    Criei um blog novo.
    eis o endereço
    http://infinitaeincomum.blogspot.com/

    Se quiser passe por lá.

    Beijos

    Ps:Se possível não o link, estou evitando que determinada pessoa o ache e fique me mandando recados abusrdos.

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Obrigado por deixar o seu comentário neste blog.
Agradeço o tempo investido nesta comunicação.

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