domingo, 23 de agosto de 2009

Dinheiro, ganância e fundamentalismo - o ópio do povo...

Escrever sobre religião é algo subjetivo e difícil.
Entretanto, sempre gostei de ler e discutir sobre religião e
esta postagem é continuação da anterior.
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Não é a religião que "é o ópio do povo",
mas o dinheiro e a ganância.
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Quando vemos pastores, padres e outros religiosos
em situações de treinamento para enganar o povo,
aquela população inocente,
que doa o que tem e o que não tem para a igreja,
observamos uma parcela corrupta,
que está ludibriada pela ganância causada pelo dinheiro.
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O outro ingrediente é o "fundamentalismo",
que alguns mestres pregam como ferramenta de desenvolvimento,
a segregação do "A minha é a melhor e o resto irá para o inferno",
o ódio, a competição, as desavenças, o rancor etc.
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Como saber se você é fundamentalista?
Responda você mesmo...
Toda vez que alguém fala sobre outra religião que não é a sua,
você acha que ele irá para o inferno?
Você sai da roda de conversa quando alguém se manifesta de outra religião?
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O problema não é a religião - é o homem.
O errado não é a religiosidade e, sim, o fundamentalismo religioso.
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O "distanciamento de Deus" - ou o "Eclipse de Deus" como disse Martin Buber,
ocorre por que os homens não se preocupam mais com Ele e,
sim, com a igreja, ou seja:
- Quantos fiéis a igreja possui?
- Quanto dinheiro ela arrecada?
- Ela está ficando lotada?
- Quais as graças que irei alcançar, estando na igreja?
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Contudo, isso não é falsidade,
mas um hábito causado por um relacionamento interpessoal.
O leitor frequenta locais onde é aceito, onde lhe dão importância.
Muitas vezes a conversão religiosa
marca o início de uma "aceitação pública"
que antes não ocorria.
O indivíduo se torna especial, na sua carência,
sendo que a sua história passa a ser contada como um milagre,
e todos os outros companheiros escutam com atenção...
Muito bom, não é?
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O ópio do povo está nestas três características:
- Dinheiro;
- Ganância; e
- Fundamentalismo.
O problema é que alguns dos "mestres" buscam muito isso.
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O povo não é falso,
alguns homens,
principalmente os mais intelectuais,
dentro do povo,
é que possuem a falsidade.
O poder leva até a hipocrisia e não a inocência...
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Caro leitor anônimo,
aquele que escreveu na última postagem,
quando uma religião te faz crescer como pessoa,
integra e não marginaliza;
quando ela fornece dados sobre Deus, educa os homens,
e não o coloca como num time de futebol;
quando a religião busca ajudar o povo,
e não ser ajudada por ele;
- quando toda a parte positiva ocorrer-
essa será uma boa religião.
Pense nisso!
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Ê você que acabou de ler este texto:
qual a sua opinião?

Um comentário:

  1. concordo que a religião ajuda as pessoas.
    Humanos desonestos existem em qualquer lugar, inclusive na política.
    Parabéns pelo texto!

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Agradeço o tempo investido nesta comunicação.

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