terça-feira, 11 de agosto de 2009

Deus - um pensamento...

Estou escrevendo um livro existencialista, onde penso, pesquiso e escrevo temas metafísicos, sendo um deles, o estudo sobre Deus.
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Particularmente, acredito que Deus exista.
Entretanto, este pensamento é realmente meu?
Será que ele não está arraigado a minha personalidade por causa da educação católica transmitida por meus pais?
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A fé não aceita dúvidas. Apesar de ser subjetiva, pessoal, ela cobra uma crença objetiva e completa. Isso vai de encontro ao ser humano - indeciso, duvidoso e descrente.
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Acredito em Deus. Católico não-praticante que sou, acredito na Bíblia. Desculpe-me, caro leitor religioso, mas somente creio fielmente no novo testamento. Não que o Antigo Testamento não mereça o respeito, mas a sua linguagem é figurada. Em muito está norteado pela histórica "Guerra" humana do povo de Israel.
O Deus do novo testamento perdoa - na pessoa de Jesus - e faz milagres, curando enfermos. Nele, ao ser atacado em uma face, oferece a outra. É um Deus do amor e de bondade.
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O do Antigo Testamento é um Deus da Guerra - pune, destrói e mata. Castiga o homem em Sodoma e Gomorra, destrói a Torre de Babel (que um Deus inteligente saberia que não iria chegar a lugar algum), ou seja, para os escritores da época, o céu era o limite (firmamento) e Deus estava lá em cima. Hoje, sabemos que o verdadeiro Deus não se esconde no céu, ao menos não no céu físico.
O do novo testamento manda jogar a primeira pedra, somente quem não pecou...
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Não acolho a fé pela ignorância. "Aceite que é isso! Não pergunte, aceite!"
Sei (e sabemos) que discutir religião é perigoso.
Contudo, tenho uma opinião - Deus é muito maior que punição, castigo e medo.
Ele nunca aceitaria que utilizassem o seu nome para conseguir dinheiro e poder...
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Será que a fé cega (sem raciocínio) não é um subterfúgio e uma ferramenta utilizada pelo maior enganador?
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Este é um pensamento...
Superficial, não aprofundado nos argumentos teológicos, mas um raciocínio puramente
individual.
É claro, baseado em uma formação de personalidade feita por molde coletivo.
Rubem Alves ajudou bastante.
Meu pai também.
E, acho, sinceramente, que Deus também.
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Qual a sua opinião?

Um comentário:

  1. Eu acredito em Deus, mas não acredito nas religiões. Costumo comparar que, para as religiões, Jesus Cristo é um produto, um garoto-propaganda.

    Seria mais ou menos como se a Coca-Cola estampasse em seu rótulo uma imagem de Che Guevara bebendo um refri. Ou seja, uma figura libertária que vira símbolo de uma corporação (como são as Igrejas).

    A fé não necessita de igrejas. Mas elas são muletas, porque as pessoas não são incentivadas a pensar por si, a ter fé por si e em si. Aí, se busca os intermediários: pastores, padres, bispos ou o papa.

    A religião acaba gerando o fanatismo. E toda forma de fanatismo é potencialmente perigosa. Considero que as religiões são um elo que temos com a idade média, em função dos absurdos praticados. A fé das igrejas muito mais aprisiona do que liberta. De qualquer forma, atua como controle social. Mas dizer isso é pedir que joguem pedras.

    Reitero: acredito em Deus, amigo Pasini. Mas num Deus que propaga unicamente o amor como religião.

    Infelizmente, em nossos tempos o amor é uma religião não-praticada.

    Fraterno abraço.


    Dê uma olhada nesses links

    http://cine-anarquia.blogspot.com/search?q=religulous

    http://www.umsabadoqualquer.com

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