sexta-feira, 7 de agosto de 2009

A declaração do silêncio

Algumas vezes, o silêncio fala mais que qualquer palavra...
Em situações em que a impulsividade causa mais transtorno do que a indiferença,

quando as letras atiradas machucam tão forte quanto tiros de pistola,

onde o que foi falado não retrocede, não some e não se apaga.

Sentimos, então, o prazer de alcançar a sabedoria do silêncio.
Não ofender para não ficar ofendido.

Outras vezes, o silêncio emudece e deixa um vazio irremediável...
A palavra que deveria ser lançada,
a desculpa sem o orgulho,
o "eu te amo!",
o "volta, por favor, vamos esquecer tudo!","
ou, ainda, o "desculpe pai!".
Em várias ocasiões, o silêncio cria um vácuo-abismo entre duas personalidades.

Em outros momentos, o silêncio é bem vindo...
Onde palavras não cabem, em instantes de carinho,
de calor,
de luxúria.
Existem segundos que o silêncio congela o próprio tempo.

Eu sei...
Não é o silêncio que se altera,
Somos nós que o alteramos.
Ora Branco,
agora Negro,
antes Vermelho,
outrora Amarelo.
Ou, talvez, um simples e transparente gosto de saliva,
em silêncio.

Um comentário:

  1. Gostei do texto,
    sensível,
    de interessante entendimento,
    parabéns pelo blog

    de sua amiga Vânia Maria

    ResponderExcluir

Obrigado por deixar o seu comentário neste blog.
Agradeço o tempo investido nesta comunicação.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...