segunda-feira, 31 de agosto de 2009

A Voz dos Escritores - A segunda entrevista

A Casa do Poeta de Santiago (www.casadopoetadesantiago.com.br) lançou, no dia 24 de agosto de 2009, o projeto "A Voz dos Escritores" que visa entrevistar escritores de Santiago e região, difundindo através da internet o seu trabalho e opiniões.
Este projeto possui a intenção de lançar no blog do Giovani Pasini, no site e no orkut da Casa do Poeta de Santiago, todas as segundas-feiras, uma matéria sobre os autores locais, contribuindo, assim, com o epíteto "Santiago: Terra dos Poetas".
Se o leitor tiver alguma idéia, sugestões de entrevistados, poderá enviar para os seguintes e-mails: gpasini@ig.com.br e secretaria@casadopoetadesantiago.com.br ou deixar um comentário neste blog.


A segunda entrevistada é a escritora LÍGIA PINTO ROSSO, 30 anos, natural de Santiago, RS. A Lígia Rosso é professora - alguns dizem que ela é uma 'super-professora' - e atua em escolas públicas e privadas de Santiago.
Suas poesias e prosas possuem a característica interessante de emocionar os leitores, com mensagens que retratam o dia-a-dia até profundas reflexões que levam o leitor ao "delírio emocional".
Da interessante entrevista, que foi realizada pela Casa do Poeta, no dia 29 de agosto, ressalto a influência que um concurso de poesia (Escola Lucas Araújo) e um professor (Auri Sudati) tiveram na formação de uma excelente escritora.
Conheça a nossa escritora! Aproveite esta entrevista!

1. Você já tem algum trabalho (livro, pesquisa, poesias etc.) publicado? Quais?
Sim. Na adolescência participei da coletânea ‘contando estórias’, organizado, na época, pela professora de Língua Portuguesa da escola prof. Isaías. Nessa coletânea há meu primeiro conto infantil denominado ‘a flor encantada’. Em 2006, participei do concurso literário promovido pela URI Santiago e Prefeitura Municipal, sendo que fui classificada com dois poemas – ‘Sem Sandálias’ e ‘Estação Saudade’ – os quais fazem parte da coletânea de poemas ‘Santiago Terra dos Poetas’. Em termos de pesquisa, tenho um artigo científico na área do ensino de Língua Inglesa publicado na revista ‘Expressão’ do Curso de Música, Artes e Letras da UFSM – Santa Maria – a nível de pós-graduação, edição de 2008.

2. Observamos nas suas poesias uma grande sensibilidade, com facilidade de emocionar o leitor. Como você definiria o seu estilo? E como você desenvolveu essa capacidade de conduzir seus textos para a emoção?
Primeiramente, muito obrigado pela observação. Fico feliz quando percebo que alguém sente o que escrevo... pois não desejo ser entendida, mas sim, que meus poemas e textos – reflexos de minhas memórias, questionamentos, sentimentos – sejam realmente sentidos com o coração! Não sei se devo definir meu estilo... não sei exatamente se tenho um estilo. Falo do que sinto e isso é tudo. Minha escrita vem de uma inspiração interior muito forte, vem da minha alma. O ato de escrever é vital pra mim, é minha voz para o mundo. Posso dizer que sou o que escrevo e vice-versa. Quanto ao desenvolvimento dessa capacidade, foi algo muito natural, tem sido um processo que flui conforme o momento, não há um preparo do tipo ‘bom, hoje eu vou escrever sobre ‘x’. Minha escrita acontece simplesmente assim.

3. Você só gosta de escrever poesias e poemas? Por favor, transcreva um pequeno poema / poesia para nós.
Minha principal expressão é por meio de poesias, poemas, enfim. Porém, dependendo de minha inspiração no momento, também gosto de elaborar crônicas ou pequenas dissertações, sempre voltadas para uma reflexão sobre a vida.
Este é o poema ‘Imensidão’, escrito recentemente:

...sou tantas numa só
que tenho um medo incrível
de me perder dentro de mim.
Posso ser a mão que afaga -
ou aquela que reage!
Posso ser o sorriso mais sincero -
ou as lágrimas mais doídas.
Posso ser a voz que não se cala -
ou o silêncio que tudo diz.
Imensa como oceano -
e por vezes tão frágil
quanto as gotas da chuva.
Sou simplesmente assim.

4. Com quantos anos você começou a escrever? Por qual motivo?
Comecei a escrever com oito anos e não parei mais... minha motivação foi um concurso de poemas para a semana farroupilha na Escola Lucas Araújo, onde eu estudava. Meu primeiro poema foi ‘O Gaúcho’ e o maior incentivador que tive nessa fase foi o professor Auri Antônio Sudati. Nunca esquecerei da cena...eu pequenina, com meu diário nas mãos, fui correndo mostrar pra ele o meu primeiro poema. Foi então que o professor Auri me disse pra eu continuar escrevendo, pois eu tinha um talento especial a ser desenvolvido com a escrita. Nessa fase começou minha vida cultural... participei, inúmeras vezes e a convite do professor, de encontros literários que ele promovia em Santiago, bem como, de concursos afins.

5. Qual o seu próximo projeto? Algum livro que você está trabalhando? Qual será o tema?
Desejo muito publicar meu primeiro livro assim que for possível. Infelizmente, sabemos das dificuldades financeiras que persistem na área cultural de um modo geral, mas antes dos 35 anos gostaria de ter uma coletânea de poesias publicada. Já tenho o nome e os trabalhos pré-selecionados, enfim. Por enquanto, na falta de recursos para uma publicação, meu blog – ‘Nas Entrelinhas’ – tem sido meu e-book e por meio dele manifesto minha escrita para todos que o acessam.

6. Quais o(s) escritor(es) que você gosta e aconselha aos leitores desta reportagem?
Sou eclética em minhas leituras e aprecio diversos autores. Mas, os preferidos e os quais aconselho para os leitores são: Mario Quintana – pela sensibilidade manifestada, muitas vezes, ironicamente; Clarice Lispector, Cecília Meireles e Lya Luft – pela profundidade de seus estilos, pela capacidade de emocionar e fazer o leitor pensar e repensar sobre o assunto em questão -; Caio Fernando Abreu – por nos desconsertar com suas polêmicas obras, por nos fazer pensar e rever conceitos arraigados, pela força de sua obra; e Martha Medeiros – pela simplicidade com a qual ela aborda fatos tão normais e, ao mesmo tempo, tão complexos. Claro... quero deixar claro que essas análises são estritamente pessoais, ok!

7. Qual o conselho que você daria para quem está iniciando na escrita?
Escreva e leia, leia e escreva, sempre. Com o tempo, tais atividades se tornam um hábito como escovar os dentes ou algo do tipo... você não consegue mais passar um dia sem escrever, ler. Tenha um pequeno bloco na bolsa, sempre a mão... e escreva na fila do banco, enquanto espera uma consulta médica, num momento qualquer...mas escreva, apaixone-se e desapaixone-se pela sua obra. Crie e recrie. Não tenha medo de rasgar tudo e começar novamente. Mas, faça. Isso é o que importa!

8. Utilize este espaço para falar o que quiser para os leitores da reportagem:
Gostaria de agradecer a oportunidade ímpar de participar desse espaço, podendo manifestar um pouco do que penso e sinto. Também quero dizer da importância da casa do Poeta para a nossa cidade, pois, iniciativas como essa, só vem a somar com projetos maravilhosos já existentes – tal qual o projeto ‘Santiago do Boqueirão, seus poetas quem são?’. Aproveito para fazer um manifesto aos leitores no sentido de que é preciso participar e incentivar o desenvolvimento cultural de nossa cidade, afinal de contas, somos reconhecidamente a terra dos poetas! Espero, sinceramente, que a comunidade em si, a iniciativa privada e os órgãos públicos de nosso município intensifiquem, cada vez mais, seus apoios para ações culturais como a casa do poeta e tantos outros projetos.

9. Como o leitor pode entrar em contato com você (e-mail, blog, site etc.)?
Meus contatos são:
ligiarosso@hotmail (msn e e-mail).
O endereço do blog é: www.ligiarosso.blogspot.com e meu orkut é Lígia Rosso.
Será uma grande alegria trocar idéias e compartilhar reflexões! Muito obrigado!

domingo, 30 de agosto de 2009

Os poderes de Deus - um ocultismo necessário...

Hoje de manhã, eu estava com minha filha, brincando no fundo do pátio.
Olhei uma pequena erva daninha e, rapidamente, arranquei-a do meu gramado.
Eu, um assassino ecológico, perdoado pelas convenções sociais...
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Nós, homens, podemos ser comparados ao Deus cristão, em quase tudo...
Não?
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Calma, vou explicar:
1. como Ele, podemos criar - inventamos coisas, achamos soluções para os problemas;
2. como dizem que Ele faz, podemos destruir (Torre de Babel, Dilúvio, Sodoma e Gomorra etc.) - hoje eu destruí uma erva daninha. O homem utilizou as bombas de Hiroshima e Nagasaki...
3. tanto quanto Ele, podemos raciocinar (inteligência) - conseguimos entender questões e acreditamos encontrara a verdade, para as nossas atuais convicções. Verdades julgadas eternas, paradigmas que se desmancham com descobertas significativas (terra quadrada, terra é o centro do universo etc);
4. O que não temos, como Ele, é a capacidade de viver na eternidade ( ao menos não fisicamente...).
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Eu sei...
Algum filósofo irá dizer que essas premissas partiram do princípio que Deus existe.
O silogismo (Argumento formado de três proposições; a maior, a menor (premissas) e a conclusão deduzida da maior, por intermédio da menor) que se faz de Deus e do homem - sugere a existência de Deus.
Julgo impossível a existência do "inteligível" pelo efeito "sorte" propagado por um Big Bang.
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Surge, então, o tal ocultismo.
Helena Blavatsky, filósofa criadora da Teosofia (sabedoria dos deuses), fundadora da Sociedade Teosófica, foi a divulgadora do ocultismo moderno.
O seu reconhecimento entre os filósofos é muito grande, sendo que em suas obras ela aproximou as ciências ocultas e filosóficas orientais das ocidentais.
Tenho duas de suas obras e recomendo a leitura das teorias implementadas.
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O ocultismo faz parte da filosofia, desde que Sócrates pregava os seus ensinamentos, sem escrever nada, para os seguidores e "caçadores".
Tudo o que está "oculto", não apenas espíritos, faz parte do ocultismo.
A filosofia nunca esteve longe de Deus. Mesmo na era moderna (Kant, Nietszche, Marx etc.), Deus estava no seu encalço. Tanto que quando um cientista quer provar a inexistência de algo, ele se baseia no próprio fato contestado.
Julgo que Deus foi o maior companheiro de Friedrich Nietzsche, enquanto o filósofo viveu.
Preste atenção no que vou dizer: não existe ateu convicto.
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Nietzsche, filósofo indiscutível, teve que destruir os seus conceitos (e os recebidos da sociedade) para chegar até as suas obras.
O inigualável "Assim falava Zaratustra" é a obra prima de sua produção.
Entretanto, em Ecce Homo, observamos uma ode ao egocentrismo.
Tanto que ele enlouqueceu (alguns dizem que de sífilis e outros de câncer no cérebro).
Qual foi uma das últimas personagens que o então louco Nietzsche encarnou?
Jesus Cristo.
Isso não sugere algo?
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Fugir do ocultismo sugere um enorme estudo do próprio ocultismo.
Fascinação oculta, em cientistas que tentam negá-la e que por toda uma vida se debruçam sobre documentos teosóficos.
Não é isso?

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Avanço para Literatura - Santiago terá evento Internacional

A Casa do Poeta de Santiago está anunciando, neste momento, um grande projeto para a literatura de Santiago, do Brasil e da América Latina.
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Em conjunto com a 22ª Copa Santiago (15 a 30 de janeiro de 2010) ocorrerá:

II Encontro de Escritores do Mercosul / I Fórum Latino Americano de Literatura Santiago, RS - 21, 22 e 23 de janeiro de 2010.

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O evento cultural contará com a participação de oito palestrantes (Argentina, Brasil e Uruguai), sendo que quatro serão brasileiros (dois de Santiago, um de Santa Maria e um de Porto Alegre) e fornecerá um certificado de 25 (vinte e cinco) horas.
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Este encontro está sendo organizado pela Casa do Poeta Brasileiro de Santiago (anfitriã), que está buscando a parceria das seguintes entidades:
- Exército Brasileiro (1ª Brigada de Cavalaria Mecanizada)
- Centro de Integração Latino Americano (CILAM - Santa Maria)
- Casa do Poeta Brasileiro (Porto Alegre)
- Prefeitura de Posadas (Argentina - Escritor Eduardo Galeano)
- Prefeitura Municipal de Santiago
- Câmara Municipal de Santiago
- Cruzeiro Esporte Clube
- UNIPAMPA Campus de São Borja (Curso de Marketing e Propaganda)
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A idéia inicial do encontro partiu do professor NOÉ MACHADO que me chamou em sua residência e deu o contato do Sr Eduardo Galeano (Argentina). Desde então, as idéias culturais e criativas não saíram do fervor da Casa do Poeta e estamos lançando, agora, a notícia para os santiaguenses.
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Na reunião do lançamento da campanha de propaganda da 22ª Copa Santiago que ocorreu ontem, 27 de agosto, na AABB, já acertamos a parceria com os professores Antônio, Flávio e Roberta da UNIPAMPA, sendo que montaremos um projeto em conjunto e os acadêmicos irão realizar um concurso para criarem todas as idéias de propaganda (Cartaz, jingle, propaganda, logo etc.)
O resultado do concurso sairá no lançamento da I Antologia da Casa do Poeta de Santiago e eleição da nova diretoria, prevista para 28 de novembro de 2009.
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Também firmamos uma parceria (ainda que verbal) com o Exmo Sr Presidente da Câmara dos Vereadores de Santiago, o caro Bianchini que de imediato afirmou que apoiará a atividade, sendo a proposta de ser o evento realizado no novo auditório da Câmara, com previsão de estar reformado no final do ano. Cabe destacar, o grande incentivo e a receptividade do Sr Bianchini, que deve servir de exemplo para todos nós.
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Por sorte conheci, também, o Cláudio Irion e já marcamos uma entrevista para o jornal A Folha Regional, reportagem que deverá sair na próxima sexta.
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Acreditamos que será um evento histórico para Santiago e, desde já, pedimos o apoio de entidades (e de quem quiser) auxiliar na organização.
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Caríssimo leitor, precisamos de sua ajuda para carregar a bandeira do desenvolvimento literário. Se quiser, poste sua opinião e sugestão.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

A Voz dos Escritores - A primeira entrevista

A Casa do Poeta de Santiago (www.casadopoetadesantiago.com.br) está lançando o projeto "A Voz dos Escritores" que visa entrevistar escritores de Santiago e região, difundindo através da internet o seu trabalho e opiniões.
Este projeto possui a intenção de lançar no blog do Giovani Pasini, no site e no orkut da Casa do Poeta de Santiago, todas as segundas-feiras, uma matéria sobre os autores locais, contribuindo, assim, com o epíteto "Santiago: Terra dos Poetas".
Se o leitor tiver alguma idéia, sugestões de entrevistados, poderá enviar para os seguintes e-mails: gpasini@ig.com.br e secretaria@casadopoetadesantiago.com.br ou deixar um comentário neste blog.

O nosso primeiro entrevistado é o conhecido escritor ALESSANDRO REIFFER DE ALMEIDA, 31 anos, natural de Santiago, RS.
O Alessandro Reiffer é professor e escritor, já possui um grande reconhecimento dos leitores da região e de todo o Brasil, sendo que o seu trabalho leva o leitor à uma viagem introspectiva interessantíssima.
A entrevista foi realizada no dia 24 de agosto de 2009 e está sendo publicada como um encarte especial, sendo que permanecerá em destaque até a próxima segunda-feira, dia 31 de agosto de 2009.
Conheça o nosso escritor! Aproveite esta entrevista!

1. Você já tem algum trabalho (livro, pesquisa, poesias etc.) publicado? Quais?
Sim, possuo um livro de contos, Contos do Crepúsculo e do Absurdo, publicado em dezembro de 2006, e o zine literário Poemas do Término e Contos do Fim, que publico bimestralmente desde 2003 e está em sua 35º edição. Também possuo trabalhos publicados em antologias, jornais, revistas e em vários sites da Internet.

2. Como você definiria o seu estilo? Você gosta de escrever quais textos: contos, crônicas, poesias etc?

Escrevo predominantemente poesias e contos, mas eventualmente também escrevo crônicas e artigos diversos. Defino meu estilo como algo dentro de um neo-romantismo e de um neo-simbolismo, ou até mesmo um pós-modernismo apocalíptico.

3. Com quantos anos você começou a escrever? Por qual motivo?

Meu primeiro poema escrevi com oito anos de idade, meu primeiro conto com 15. O motivo não foi nenhum em específico, apenas o afloramento natural de minha vocação.

4. Qual o seu próximo projeto? Algum livro que você está trabalhando? Qual será o tema?

Finalizei meu 1º livro de poemas, intitulado Poemas do Fim e do Princípio, que é uma seleção consciente daqueles que considero meus melhores poemas escritos até este ano, incluindo alguns inéditos. O livro deverá contar com mais de 200 poemas. No momento estou em busca de patrocínio para a publicação. Gostaria de publicá-lo ainda este ano. Também preparo um novo livro de contos, mas sem previsão de publicação.

5. Quais o(s) escritor(es) que você gosta e aconselha aos leitores desta reportagem?

Seriam muitos, mas entre os estrangeiros eu sempre irei aconselhar Edgar Allan Poe, Dante Alighieri, Johann Von Goethe, Fernando Pessoa, Baudelaire e Victor Hugo. Entre os nacionais, aconselho Cruz e Sousa, os poetas do Ultrarromantismo e do Simbolismo em geral, Castro Alves, Augusto do Anjos, Murilo Mendes, Machado de Assis, Paulo Leminski e o gaúcho Eduardo Guimaraens.

6. Qual o conselho que você daria para quem está iniciando na escrita?

Que leia muita literatura, e que aprecie muita arte em geral. Que procure sentir cada momento com o máximo de seus sentimentos. Só o sentimento pode criar um bom escritor. Sentir é a chave. E então, depois escrever o que vier no coração, mas sem nunca perder a autocrítica. Deve-se buscar a inspiração com toda força e depois lapidá-la com todo cuidado. O iniciante deve ter em conta que escrever seriamente não é simplesmente desabafar o que está sentindo. É buscar do fundo da inspiração aquilo que se quer dizer e então trabalhar incansavelmente, até que a inspiração seja transformada em arte realmente expressiva, de preferência criativa e original.

7. Utilize este espaço para falar o que quiser para os leitores da reportagem:

Para tudo há um preço a se pagar. Quem quer escrever, criar realmente, deve pagar vários preços. Um deles é nunca deixar o sentimento morrer. E para isso, nunca se deve se deixar ser levado pela vida prática. A vida prática acaba com qualquer escritor, com qualquer artista. Claro que não podemos deixá-la de lado totalmente, mas se considerarmos o trabalho profissional, ou o dinheiro, ou a sociedade como mais importante que nossa arte, jamais seremos artistas. A recompensa é que só a arte e a filosofia podem imortalizar o que um homem quis dizer ao mundo. Um político, por exemplo, pode ser hoje uma pessoa muito importante, muito famosa. Mas dentro de pouco tempo será esquecido. E se for lembrado, será apenas de nome. Quem se recordará da obra dele? Mas a arte fica. Hoje lemos Homero, que viveu séculos antes de Cristo. Há filmes baseados em suas obras. E o tempo sempre se encarrega de determinar aqueles que disseram algo para a posteridade, e que, portanto, serão lembrados, e aqueles que apenas falaram de um momento transitório, e que, consequentemente, serão esquecidos.

8. Como o leitor pode entrar em contato com você (e-mail, blog, site etc.)?

Meu blog: www.artedofim.blogspot.com

E-mail: reiffer@gmail.com

Obrigado, Pasini, por essa oportunidade, e parabéns por mais essa tua iniciativa.

Caro Reiffer, nós é que agradecemos o seu trabalho e damos os parabéns por suas obras. Agradecemos, também, aos leitores da matéria. Até a próxima!

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Imagine o copo de vidro como se já estivesse partido.

"Imagine que o copo de vidro como se já estivesse quebrado."
Um ensinamento budista retirado do livro de Richard Carlson, intitulado "Não Faça Tempestades em Copo D'Água".
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A essência desse ensinamento é que tudo está em constante movimento.
"Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma" - Lavoisier
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A árvore se inicia numa semente e voltará para a terra.
A rocha é modificada pelo vento.
A casa nova irá ficar velha.
O carro do ano, dentro em pouco será passado.
Nossos corpos envelhecerão.
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Esta mensagem positiva é um ensinamento que busca a paz.
O desapego material,
a sabedoria de que tudo irá envelhecer, quebrar, estragar - ficar usado.
Não é uma apologia à apatia, ao "tudo bem",
mas sim uma forma de auto-aperfeiçoamento
em relação ao excesso de apego ao mundano.
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Imagine o seu copo (ou objeto) mais favorito se quebrando...
Substitua o "Ai!Meus Deus! O senhor me odeia! Que inferno!"
pelo "Ih! Aí vai mais um copo..."
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Com esse tipo de filosofia você perceberá que as coisas ficarão mais fáceis,
que a vida é bem melhor quando nós a apreciamos com calma
e que dessa forma tudo ficará mais tranquilo.
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Afinal, existem na vida, coisas mais importantes que copos quebrados...

Idéias Positivas


A partir de hoje estarei lançando algumas idéias positivas, que ajude o leitor em alguma coisa.
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Serão mensagens curtas, mas que visarão ajudar o leitor na sua vida pessoal.
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Hoje, dentro de poucas horas, sairá a primeira.

Grande abraço!

domingo, 23 de agosto de 2009

Dinheiro, ganância e fundamentalismo - o ópio do povo...

Escrever sobre religião é algo subjetivo e difícil.
Entretanto, sempre gostei de ler e discutir sobre religião e
esta postagem é continuação da anterior.
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Não é a religião que "é o ópio do povo",
mas o dinheiro e a ganância.
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Quando vemos pastores, padres e outros religiosos
em situações de treinamento para enganar o povo,
aquela população inocente,
que doa o que tem e o que não tem para a igreja,
observamos uma parcela corrupta,
que está ludibriada pela ganância causada pelo dinheiro.
===
O outro ingrediente é o "fundamentalismo",
que alguns mestres pregam como ferramenta de desenvolvimento,
a segregação do "A minha é a melhor e o resto irá para o inferno",
o ódio, a competição, as desavenças, o rancor etc.
===
Como saber se você é fundamentalista?
Responda você mesmo...
Toda vez que alguém fala sobre outra religião que não é a sua,
você acha que ele irá para o inferno?
Você sai da roda de conversa quando alguém se manifesta de outra religião?
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O problema não é a religião - é o homem.
O errado não é a religiosidade e, sim, o fundamentalismo religioso.
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O "distanciamento de Deus" - ou o "Eclipse de Deus" como disse Martin Buber,
ocorre por que os homens não se preocupam mais com Ele e,
sim, com a igreja, ou seja:
- Quantos fiéis a igreja possui?
- Quanto dinheiro ela arrecada?
- Ela está ficando lotada?
- Quais as graças que irei alcançar, estando na igreja?
===
Contudo, isso não é falsidade,
mas um hábito causado por um relacionamento interpessoal.
O leitor frequenta locais onde é aceito, onde lhe dão importância.
Muitas vezes a conversão religiosa
marca o início de uma "aceitação pública"
que antes não ocorria.
O indivíduo se torna especial, na sua carência,
sendo que a sua história passa a ser contada como um milagre,
e todos os outros companheiros escutam com atenção...
Muito bom, não é?
===
O ópio do povo está nestas três características:
- Dinheiro;
- Ganância; e
- Fundamentalismo.
O problema é que alguns dos "mestres" buscam muito isso.
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O povo não é falso,
alguns homens,
principalmente os mais intelectuais,
dentro do povo,
é que possuem a falsidade.
O poder leva até a hipocrisia e não a inocência...
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Caro leitor anônimo,
aquele que escreveu na última postagem,
quando uma religião te faz crescer como pessoa,
integra e não marginaliza;
quando ela fornece dados sobre Deus, educa os homens,
e não o coloca como num time de futebol;
quando a religião busca ajudar o povo,
e não ser ajudada por ele;
- quando toda a parte positiva ocorrer-
essa será uma boa religião.
Pense nisso!
===
Ê você que acabou de ler este texto:
qual a sua opinião?

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

A sinfonia dos milagres...

Hoje fui à missa de quatro meses de falecimento do meu pai,
Acir José Pasini.
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A igreja matriz, por ser sexta-feira, estava um pouco vazia.
Entretanto, a sensação que tive foi muito boa.
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Geralmente lemos críticas à religiosidade,
em jornais, blogs, revistas etc.
Falam sobre a falsidade dos devotos e
sobre o excesso de pecados.
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Quero, agora, apresentar o outro lado,
uma outra opinião.
Em algum lugar, de algum escritor famoso (tenho dificuldade em guardar nomes),
li que "Nós não vemos o mundo como ele é, nós vemos o mundo como nós somos."
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Não vejo nenhuma hipocrisia nos devotos que entram na igreja católica, perto da praça;
também não observo mentira nos crentes que frequentam o culto,
ao lado do Grêmio de Subtenentes e Sargentos;
da mesma forma, não acho que são cínicos os que vão nas reuniões,
no Centro Espírita, perto do "Bola no Pé".
Sinceramente, não vejo...
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O que vislumbro são pessoas buscando o desenvolvimento da própria fé,
algumas pedindo,
várias doando,
algumas sofrendo e
tantas outras felizes...
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Ninguém (nunca) conseguirá acabar com a religiosidade do povo.
Nietzsche não conseguiu, ao afirmar que "Deus estava morto!".
Alguns governos proibiram a prática da religiosidade, seguindo a doutrina
de que "Deus era o ópio do povo".
O que resultou disso foi a prática sigilosa de cultos religiosos.
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Pelo contrário,
concordo com o filósofo austríaco Martin Buber que escreveu o livro "O Eclipse de Deus"
no qual ele defende a filosofia com a fé num divino.
Por quê?
Por que Deus não está e nunca estará morto - Está apenas escondido por detrás
da nebulosa filosofia moderna de Kant (racionalismo), Marx, Nietzsche e tantos outros.
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Uma sinfonia é composta por vários instrumentos.
Cada um toca do seu jeito, no seu tom.
Entretanto, um Maestro tem de conduzir todos os toques para que a orquestra funcione.
Acredito no Deus que conduz a grande Sinfonia dos Milagres que é a nossa vida.
A natureza necessita de um grande maestro...
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Hoje,
na igreja,
senti um grande amor por todas as pessoas que estavam lá.
Não pedi nada.
Quer dizer, na verdade, pedi que todos eles fossem felizes.
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Afinal, a gangorra da existência pode ter os seus momentos de solidariedade...

O anjo, o mar e a dança dos neurônios - Delivery

Esta madrugada eu tive um sonho.
Vou contar, caro leitor, ainda que rapidamente.
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No sonho eu cheguei perto de uma grande rocha, de cor escura, quase um tom negro. Com ondas do mar batendo em sua retaguarda e de paisagem seca, galhos e árvores secos.
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Sobre a rocha, estava sentado um anjo, também de pele escura e cavanhaque curto e ralo. As grandes asas (negras) apareciam no horizonte, por sobre os seus ombros e logo acima da cabeça.
===
Ao chegar perto dele, percebi que tinha o ódio no olhar. Com raiva, virou a cara na minha direção e disse: - Delivery!
===
Neste momento eu acordei.
Ainda de madrugada, pesquisei o significado da sua tradução,
visto que não sabia o significado. Quer dizer "entrega"
e pode ser encarado como o serviço que algumas empresas fazem,
ao levar um produto até sua casa.
===
Ao conversar com um companheiro do trabalho, ele disse:
- Cara! Isso é algo ruim que fizeram para você! Vai se benzer!
===
Confesso que não fiquei preocupado ou assustado com o sonho.
A sensação que tive não foi de medo.
Acredito em Deus e penso que em qualquer batalha espiritual a bondade tem mais força,
o poder do amor é supremo.
===
Entretanto, fiquei impressionado com o rosto do anjo.
Parecia que eu o conhecia.
Talvez a recordação de alguma pessoa que conversei no passado.
Ou, ainda, algum artista de filme ou da TV.
Na verdade eu não sei.
===
O que não esqueço é do olhar de raiva.
E, também, sempre recordarei a "dança dos neurônios"
o raciocínio intenso, durante todo o dia, que este devaneio causou.
Espero, um dia, descobrir o significado deste sonho.
===
E você, caro leitor,
acredita em aviso dos sonhos?

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

A lágrima finita e o tempo infinito...

O ser humano não vive, na sua maioria,
da forma como os deuses pensaram.
(Digo "deuses" por que cada um tem o seu (d)Deus)
O planejamento divino não abarcou tamanha ignorância.
===
Nos detemos a pequenos problemas,
ínfimas dificuldades do dia-a-dia,
e deixamos de viver.
Apenas sobrevivemos...
===
Os distúrbios afetivos confundem a linearidade do tempo.
Lágrimas parecem ser infinitas,
dores inacabáveis,
mágoas (ofensas) em cataclismas,
pressões de Tsunamis.
Enfim, o tempo se esvai nas controvérsias mundanas.
===
Cabe pensar, caro leitor,
que os rancores e as lágrimas são finitos
e o que perdura
é a eternidade constante do tempo.
===
Que bom que o amor próprio faz parte de nossa vida...
Afinal, se não amarmos a nossa personalidade,
quem amará?

terça-feira, 18 de agosto de 2009

A força de uma chuva...


O barulho de uma chuva,
no silêncio de um quarto,
sozinho,
quieto,
parado,
cheio,
vazio,
completo,
causa um turbilhão de pensamentos
no cérebro barulhento do ser humano.
===
Uma vez li, em algum livro,
que Deus só aparece no silêncio
- Silêncio interior e exterior -
Tento ficar quieto, mas não consigo.
===
Ao ouvir o pingar das gotas,
pela janela,
fico feliz de estar vivo.
===
Prossigo escrevendo o meu livro,
diamante que ainda deve ser lapidado,
agradecendo a força da chuva,
louvando o silêncio divino
e, dialogando, com a força de Deus...
===
Agradeço, novamente, cada segundo de minha vida e,
também fico grato,
com a presença do caro leitor,
neste simples Blog.

A visita em São Borja e os 10 anos de Casamento


Estou escrevendo esta postagem,
neste momento,
num computador emprestado do hotel de trânsito de São Borja.
Tive de viajar como chefe da equipe de rústica da Artilharia.
Terei que ficar aqui até o dia 20 de agosto de 2009, quinta-feira.
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Aproveito este instante, para escrever um texto para a minha esposa, Karla Dornelles Pasini.
No dia 21 de agosto de 2009 estaremos completando 10 anos juntos.
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O dia 21 de agosto de 1999, um sábado,
marcou o primeiro momento que tivemos juntos, como "ficantes".
Éramos amigos e tinhamos a amizade deste inicio de 1998.
Ela não gosta que eu diga isso, mas a primeira vez que nos beijamos, estávamos de porre.
Um acaso de carência, que virou paixão e até hoje perdura como amor.
Mais que isso, ainda temos uma grande amizade...
===
Os frutos dessa união, Eduardo e Amanda,
são os principais motivadores para o nosso dia-a-dia.
A grande felicidade de um casal é poder filhos.
Agradecemos a Deus, as duas lindas crianças que tivemos.
===
Não escrevo mais poesias.
Parei quando tinha 19 anos, por falta de vontade.
Passei a fazer prosa, ou seja, os textos corridos.
Entretanto, se eu ainda escrevesse poesias, a primeira seria para Karla Dornelles Pasini.
===
Querida Karla, ao completarmos 10 anos juntos, com dois filhos lindos, só posso agradecer a sua ajuda na eterna caminhada e declarar, publicamente, que EU TE AMO.
===
Ah! O amor é a melhor poesia...

domingo, 16 de agosto de 2009

As flores do pessegueiro e a ameixeira amarela.


O fundo do meu pátio possui apenas uma árvore frutífera - a ameixeira amarela.
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Entretanto, o pátio do vizinho completa o meu sítio (no fundo de casa).
Em terreno limítrofe, ele possui uma bergamoteira (tangerina), um pé de "tomate selvagem" e um pessegueiro.
===
O caro amigo vizinho autorizou que eu comesse as frutas dos pés de seu pátio.
Grande felicidade, pois pude rememorar os tempos da infância, no grande sítio de minha avó, lá na cidade de Sarandi, perto de Passo Fundo.
Como é engraçado...
Viajamos anos em segundos,
as recordações são reavivadas pelo gosto, pelo cheiro e pela cor.
Voltamos ao passado e reavivamos os avôs,
que gritam para termos cuidado ao subir na ameixeira.
===
Hoje, as flores do pessegueiro fizeram-se rosas.
Estão lindas, no reflexo do calor de domingo.
Em instantes retornei ao fundo do sítio de minha avó Ana Pasini, onde os vários pés de pessegueiros serviam de helicóptero para eu e meus dois primos (Rodrigo e Leonardo) brincarmos de "Guerrinha".
===
Lá perto, quase do lado, está o pé de ameixa.
A única árvore do meu pátio.
Grande amigo, o qual subo, relaxando das horas de trabalho,
onde eu como as pequenas frutas (sem lavar)
e faço "guerrinha" de sementes com o meu filho.
Rubem Alves declarou-se apaixonado por um ipê-roxo.
Eu sou por um pé de ameixa amarela...
===
Julgo que Deus criou o mundo para isso.
Para a beleza - a cor, o cheiro, o gosto, a dança, o som e o tato.
As lindas flores do pessegueiro
e os belos frutos da ameixeira amarela.
===
Enfim, acredito que os laços de carinho homem-planta
atravessam os tempos.
Aí está uma amizade sincera...

sábado, 15 de agosto de 2009

Para quê julgar?

Um leitor anônimo escreveu apenas "Para quê julgar?"
na minha última postagem.
===
Confesso que também não gostei muito do que escrevi.
Não gostei muito.
Mas, gostei um pouco.
Não concordo que seja um julgamento,
pois estes necessitam análise e decisão, ou seja, uma escolha.
Foi apenas uma reflexão sobre condutas. Em nenhum momento decidi que deviam mudar suas atitudes...
===
Entretanto, não temos como não julgar.
O ser humano nasce julgando.
Começa com a escolha de que roupa usar na escola,
cabelo curto ou longo(?),
calça de linho ou rasgada(?),
água ou cerveja(?),
ser heterossexual ou homossexual(?),
branco ou preto (?),
esquerda ou direita(?),
tudo isso é um julgamento.
===
Augusto Cury escreveu que na vida tudo são escolhas,
decidimos por tudo,
só não escolhemos a morte.
===
Até no fato da decisão de postar algo
de forma "anônima" é um julgamento, ou seja, uma escolha.
Pena que o leitor não se identificou,
mas respeito o seu julgamento.
===
Contudo,
repito o que eu disse,
nunca fique com raiva dos amargos corações doces,
São inofensivos,
cordeiros em pele de lobos.
Se puder, dê um abraço neles.
===
Caro anônimo,
sinta-se abraçado.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Os amargos corações doces.


Olhei para o computador,
sentei na cadeira giratória preta,
que fica em frente dessa máquina de fazer internet.
O que escrever?
===
Acho que vou refletir sobre os amargos corações doces.
===
Deixe-me explicar:
Existem pessoas que forçam para serem amargas,
arredias, isoladas e
parecem gostar do fato que todas os humanos tenham ódio ao seu respeito.
Sozinhas, enaltecem a sua solidão, dando ao mundo a culpa por serem únicas.
===
Na frente dos outros criam uma muralha,
barreira instransponível,
um obstáculo para as demonstrações de solidariedade, carinho e afeto.
São rochas frias e escuras.
Símbolos exasperados, defensores do "coração amargo".
===
Ocorre que no aconchego dos seus fortes,
nos esconderijo de seus quartos,
são como crianças indefesas,
de lágrimas incessantes e
de corações escondidos, escondidos, escondidos,
mas doces.
===
Os amargos corações doces...
===
Aqui em Santiago, conheço (pelo menos) duas pessoas assim.
Você irá identificá-las pelas atitudes incoerentes e carentes,
pois precisam da inconstância, para chamar a atenção!
===
Nunca fique com raiva deles.
São crianças em pele de monstros,
fazendo caretas para assustar...
===
Diga, por favor, caro leitor,
Você conhece algum?

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

A dança dos anjos...

Acredito em anjos.
Sempre acreditei, principalmente na infância.
Quando fiquei adulto, um marmanjo, continuei a conversar com o meu anjo da guarda.
Em conjunto com a minha família, ele é meu maior amigo.
Não é uma coisa imaginária,
psiquiátrica,
esquizofrênica.
É apenas amizade.
===
Acredito em anjos.
Neste momento, em minha casa,
os dois filhos que tenho (Eduardo e Amanda) brincam ao meu lado.
Ele tem 7 e ela 2 anos.
Dois anjos da minha vida.
===
As crianças são as fotocópias dos anjos de Deus,
não possuem as maldade dos adultos...
Nós já fomos crianças, livres do egoísmo humano,
das maledicências,
apenas esquecemos disso.
É importante recordarmos da leveza desse passado.
===
Quando deitar na cama, à noite, converse com o seu protetor.
Aquele das asas brancas, com bastante penas.
Escute o que ele quer te dizer,
cante a canção que ele quiser.
Pode ser que você receba um convite
e passe a noite numa dança com os anjos...

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Sobre Religiões...

Um complemento ao pensamento postado por Márcio Brasil...
===
As religiões foram criadas pela fé e para a fé.
As suas bases, quais sejam, são fundamentadas em dogmas, ou seja, algumas regras básicas a serem seguidas, que não podem ser questionadas.
Este é um ponto: a liberdade inteligível não aceita não poder questionar. Por qual motivo não posso discordar ou perguntar?
Um ponto que gera conflitos e decepções.
===
Também concordo com o Márcio de que algumas religiões criam empreendimentos financeiros em nome de Jesus - quero dizer - o importante não é a fé em Deus e sim se a "igreja" está com bastante fiéis, se o templo já foi construído, ou se as contribuições foram muitas...
===
Relembro, agora, um conto de Rubem Alves, que ele fez para apaziguar casais e que um dia foi comparado (por uma leitora) a Deus... Vou resumir:
Uma garota gostava de ouvir um passarinho cantar, todo dia, na janela de seu quarto. A menina, egoísta, pediu para o seu pai montar uma arapuca, para pegar o passarinho. Tanto insistiu que o pai cedeu.
Após o passarinho preso, dentro de uma gaiola, ele nunca mais cantou e morreu...
===
A moral da história de Rubem Alves é que ele compara as religiões a gaiola e, nós homens, somos a menina egoísta. Queremos engaiolar a Deus, prendê-lo sob o manto de "nossa" melhor religião.
Lembre-se das seguintes palavras, que você já ouviu: "A nossa religião é melhor que a deles. Eles são pecadores, estão com o inimigo!"
Bobagem competitiva, que com certeza não reflete Deus.
===
Deus não é de Israel. Lamento em dizer isso. Um Deus que só escolhe o povo de Israel, não seria um Deus, talvez um Rei, apenas um humano.
Deus é amor.
Sendo amor, ele não distingue um ser humano do outro, somente por causa de suas crenças.
Ele perdoa o filho pródigo, abraça-o no retorno.
Deus é a felicidade.
É o sorriso do filho, nas brincadeiras com o pai.
Deus é carinho.
Nunca seria a aversão, a exclusão e o abandono.
===
Esse é um pouco do meu Deus...
===
E aí? O que você acha?

Postagem do Márcio Brasil sobre o texto "Deus - um pensamento..."

O Márcio Brasil fez a seguinte postagem sobre o texto anterior, "Deus - um pensamento...":

Eu acredito em Deus, mas não acredito nas religiões. Costumo comparar que, para as religiões, Jesus Cristo é um produto, um garoto-propaganda.

Seria mais ou menos como se a Coca-Cola estampasse em seu rótulo uma imagem de Che Guevara bebendo um refri. Ou seja, uma figura libertária que vira símbolo de uma corporação (como são as Igrejas).

A fé não necessita de igrejas. Mas elas são muletas, porque as pessoas não são incentivadas a pensar por si, a ter fé por si e em si. Aí, se busca os intermediários: pastores, padres, bispos ou o papa.

A religião acaba gerando o fanatismo. E toda forma de fanatismo é potencialmente perigosa. Considero que as religiões são um elo que temos com a idade média, em função dos absurdos praticados. A fé das igrejas muito mais aprisiona do que liberta. De qualquer forma, atua como controle social. Mas dizer isso é pedir que joguem pedras.

Reitero: acredito em Deus, amigo Pasini. Mas num Deus que propaga unicamente o amor como religião.

Infelizmente, em nossos tempos o amor é uma religião não-praticada.

Fraterno abraço.

Achei muito bom o texto. Estarei escrevendo algo sobre isso, a minha opinião e logo postarei algo. Obrigado, Márcio!

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Deus - um pensamento...

Estou escrevendo um livro existencialista, onde penso, pesquiso e escrevo temas metafísicos, sendo um deles, o estudo sobre Deus.
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Particularmente, acredito que Deus exista.
Entretanto, este pensamento é realmente meu?
Será que ele não está arraigado a minha personalidade por causa da educação católica transmitida por meus pais?
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A fé não aceita dúvidas. Apesar de ser subjetiva, pessoal, ela cobra uma crença objetiva e completa. Isso vai de encontro ao ser humano - indeciso, duvidoso e descrente.
===
Acredito em Deus. Católico não-praticante que sou, acredito na Bíblia. Desculpe-me, caro leitor religioso, mas somente creio fielmente no novo testamento. Não que o Antigo Testamento não mereça o respeito, mas a sua linguagem é figurada. Em muito está norteado pela histórica "Guerra" humana do povo de Israel.
O Deus do novo testamento perdoa - na pessoa de Jesus - e faz milagres, curando enfermos. Nele, ao ser atacado em uma face, oferece a outra. É um Deus do amor e de bondade.
===
O do Antigo Testamento é um Deus da Guerra - pune, destrói e mata. Castiga o homem em Sodoma e Gomorra, destrói a Torre de Babel (que um Deus inteligente saberia que não iria chegar a lugar algum), ou seja, para os escritores da época, o céu era o limite (firmamento) e Deus estava lá em cima. Hoje, sabemos que o verdadeiro Deus não se esconde no céu, ao menos não no céu físico.
O do novo testamento manda jogar a primeira pedra, somente quem não pecou...
===
Não acolho a fé pela ignorância. "Aceite que é isso! Não pergunte, aceite!"
Sei (e sabemos) que discutir religião é perigoso.
Contudo, tenho uma opinião - Deus é muito maior que punição, castigo e medo.
Ele nunca aceitaria que utilizassem o seu nome para conseguir dinheiro e poder...
===
Será que a fé cega (sem raciocínio) não é um subterfúgio e uma ferramenta utilizada pelo maior enganador?
===
Este é um pensamento...
Superficial, não aprofundado nos argumentos teológicos, mas um raciocínio puramente
individual.
É claro, baseado em uma formação de personalidade feita por molde coletivo.
Rubem Alves ajudou bastante.
Meu pai também.
E, acho, sinceramente, que Deus também.
===
Qual a sua opinião?

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Lançamento de mais um livro em Santiago.


Na Quinta-feira, dia 13 de agosto de 2009, às 19h30min, no Salão de Atos da URI - Campus de Santiago, ocorrerá o lançamento do novo livro do jornalista Júlio Prates, intitulado "A Arte de Enganar o Povo".
Todos os santiaguenses estão convidados a participar do evento.

domingo, 9 de agosto de 2009

A chuva e o eterno momento...

Um dia com chuva é um bom momento para repensar a própria vida.
Os vários pingos caindo, o barulho que causa a calmaria,
o sopro do vento batendo na janela.
===
Rubens Alves escreveu que "As gotas da chuva são as lágrimas dos anjos...". Acho que ele tem razão, mas completo que as gotas da chuva são as lágrimas dos anjos e as de Deus.
Deus também chora: tristeza ou felicidade fazem verter gotas d'água de seus grandes olhos.
Entretanto, hoje, neste domingo, acho que seus olhos pingam de amor.
===
O eterno momento transcorre desde o início do "homem inteligível". Foi assim na manjedoura, quando Maria cuidava do pequeno e futuro Jesus e, na calmaria, a chuva pingava lá fora.
===
A chuva e o eterno momento...
Não nos damos conta de que a vida é constante, perene e somos pequenos coadjuvantes na história corrente.
Quantas gotas de chuva já bateram em sua face?
Quantas vezes você já sentiu o corpo molhado, o vento gelado batendo nas costas, a gota escorrendo por dentro da gola?
===
A chuva não me entristece. Ao contrário, fico feliz. Acho que em algum momento da história, em meio aos concretos da cidade, o homem perdeu a sua comunhão com a natureza.
Quando escuto o barulho dos pingos da chuva - e mais nada - sinto vontade de correr pelas florestas e matas do mundo. Talvez, no mínimo, tomar banho de chuva no gramado do fundo do pátio. Só que o frio não deixa.
===
Enfim, estou feliz.
Pena que no dia seguinte existam as responsabilidades do trabalho - que são boas - mas que nos separam dos momentos ociosos e divinos que tanto falavam os gregos.
===
O que resta é voltar ao eterno momento e esperar que a chuva também insista em retornar.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

A declaração do silêncio

Algumas vezes, o silêncio fala mais que qualquer palavra...
Em situações em que a impulsividade causa mais transtorno do que a indiferença,

quando as letras atiradas machucam tão forte quanto tiros de pistola,

onde o que foi falado não retrocede, não some e não se apaga.

Sentimos, então, o prazer de alcançar a sabedoria do silêncio.
Não ofender para não ficar ofendido.

Outras vezes, o silêncio emudece e deixa um vazio irremediável...
A palavra que deveria ser lançada,
a desculpa sem o orgulho,
o "eu te amo!",
o "volta, por favor, vamos esquecer tudo!","
ou, ainda, o "desculpe pai!".
Em várias ocasiões, o silêncio cria um vácuo-abismo entre duas personalidades.

Em outros momentos, o silêncio é bem vindo...
Onde palavras não cabem, em instantes de carinho,
de calor,
de luxúria.
Existem segundos que o silêncio congela o próprio tempo.

Eu sei...
Não é o silêncio que se altera,
Somos nós que o alteramos.
Ora Branco,
agora Negro,
antes Vermelho,
outrora Amarelo.
Ou, talvez, um simples e transparente gosto de saliva,
em silêncio.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Avanço pelos "Blogueiros"



Santiago avança culturalmente. Arrisco a dizer, que isso acontece numa velocidade incrível.
O seu desenvolvimento literário e cultural ocorre por vários motivos, vou citar alguns:
1. O Epíteto "Terra dos Poetas";
2. A mudança de mentalidades em relação aos mais variados tipos de ensino (e de educação);
3. O trabalho do Prefeito Júlio Ruivo - que está muito bom;
4. O trabalho da Secretaria de Educação e Cultura que está muito bom.
5. A visualização que a educação e a cultura influem em vários outros fatores: saúde, segurança, qualidade de vida etc, etc, etc.
===
Entretanto, dentre eles, separo um:
6. O avanço cultural pela leitura de blogs, na internet.
A cultura dos blogs proporcionou a formação de um novo tipo de leitor - o leitor virtual - que não gosta tanto de livros, mas acompanha as notícias pelos artigos e cria uma opinião independente, acarretando na melhor formação da personalidade.
===
Um amigo me perguntou: "Tá bom, tu é a favor da leitura da internet e os "vc", "tb" e todas as outras gírias que acabam com o português?"
A resposta que dei foi a seguinte:
O ser humano busca simplificar as coisas, diminuir para dar praticidade. Foi assim com o "Vóis-mecê" que passou a ser "Você" e agora (teclando) escorrega para o "Vc".
Existe a gramática formal e a informal. A informal admite as variações lingüísticas e culturais. Afinal, a cultura varia com o espaço e o tempo.
- Espaço: as diferenças do gaúcho para o nordestino. Distâncias geográficas.
- Tempo: as mudanças que ocorrem com o passar do tempo. A linguagem de 1890 e de 2009.
===
Portanto, fico feliz com os blogs. Na parte da noite, em minha casa, percorro alguns como um "fofoqueiro autorizado". É muito bom observar as diferenças de personalidades... Umas introspectivas, outras egocêntricas, algumas humildes e umas solitárias. Análise psicológica e factual.
===
O que não devemos difundir é o plágio. Temos que referenciar o "Copiar e Colar", dizendo de que página nós buscamos determinado texto. É sinal de respeito e de credibilidade.
Muito importante.
===
Encerro este artigo pedindo a opinião particular do leitor. O que você acha?

sábado, 1 de agosto de 2009

O patriotismo... Um pensamento

Amar o local onde se nasce é um sentimento utópico?
É preciso ter vergonha de gostar de seu país,
de ter o orgulho de ser santiaguense, gaúcho e brasileiro?
===
Acho que não.
Julgo que devemos ter a felicidade de estar neste país continental, onde vivemos,
com a riqueza natural, ecológica, mineral e étnica que possuímos,
com a cultura criativa de ser "Brasil",
o país do futebol, do rock, do samba, da literatura, do "jeitinho brasileiro",
de Machado de Assis, Mário Quintana e Caio Fernando Abreu.
===
E a falta de moral e honestidade que assola algumas pessoas e enchem os noticiários de nossa TV?
Isso não é Brasil.
Também não é patriotismo.
Essas pessoas fazem parte da escória, dos ignorantes da eternidade que é passageira.
Eles já estão mortos, pois a vida sem ter moral, sem ser exemplo de honestidade, leva o indivíduo a ser velado antes de ter o próprio óbito. Podres. Nojentos. Ignóbeis. Carne decompondo ante os próprios seguidores.
===
Eu confio num país melhor.
Tenho que mediar as palavras para não romper o limite...
Queria que os meus leitores soubessem que amo o nosso Brasil,
envergonho-me de atitudes de alguns representantes,
sinto o coração quase explodir e, sinceramente,
só resta confiar que a próxima geração tenha mais honra, honestidade,
que sejam um pouco do que os nossos pais foram.
===
- O idealismo é um sentimento disperso ou objetivo?
- Depende - dizia o cidadão jovem.
- Depende do quê? - Perguntou o idoso.
- Depende de quanto custar, no arranjo por "baixo dos panos". Qual é o seu preço?
- O que é isso? O que a população vai pensar? - Disse o mais velho.
- A população tem a memória fraca, é burra, no próximo escândalo ela esquecerá de você e de mim. Entre no barco, ou seja expurgado. E aí? Qual a sua escolha?
===
Por favor, caro leitor, me responda:
Onde estão o patriotismo, a honestidade e a honra?
E por qual motivo não fazemos nada?
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