domingo, 26 de julho de 2009

A alienação dos sonhadores...


Cheguei às seguintes conclusões:

É melhor ser um sonhador alienado,
como um poeta, feito Mário Quintana,
alheio às oferendas reais (e em reais) da vida humana,
vivendo como um andarilho, nas esquinas de uma Porto Alegre (Doces ruas, ruas doces!)
do que ficar com os pés plantados, na vida irreal do homem mundano.

É mais agradável sentar no gramado, com a geada fria do amanhecer
e congelar os ossos na dor física,
ou em uma tempestade ameaçadora, bater o queixo molhado,
do que viver em contas matemáticas, financeiras, ilusórias, finitas e egocêntricas
do dia-a-dia do capitalismo.
Pingar lágrimas - no chão do telhado - de sua própria casa.
Lágrimas de vôo, felizes e incontidas - simplesmente milenares!

Preocupo-me com a minha família, o bem-estar dos meus filhos...
De resto, confesso, gosto da alienação dos sonhadores,
do pôr-do-sol, das nuvens, do céu, das árvores
e dos sonhos.
Tudo isso possui uma amplitude imensurável.
O sono sonha e o céu "sonambula".
Nada contável, mesquinho, sujo, material e desgastado.

A comunhão etérea, com o que eu chamo de Deus...
e daí?

Um comentário:

  1. Para criar um texto como este tem que ter Deus no coração.
    Parabéns!

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Agradeço o tempo investido nesta comunicação.

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