sexta-feira, 15 de maio de 2009

Relembrando a Padroeira*

* Fotos retiradas do Blog Visões de Santiago de Márcio Brasil
(http://santiagoimagens.blogspot.com)

Hoje, quando voltava de uma consulta médica em Santa Maria, sem motivo algum, relembrei de momentos de minha infância em torno da estátua da padroeira de Santiago.

Acho que na recordação eu tinha por volta dos 12 ou 13 anos de idade e, naturalmente, a Santa parecia muito mais alta do que realmente é.
Imponente, ela se agigantava ante aos meus olhos de criança.
O seu corpo branco, a altivez, o olhar de sofrimento com as duas mãos sobre o próprio peito, tudo causava uma mistura de mistério e paz. Não apenas isso, o poder que ela transmitia ao ter o mundo sob seus pés, uma bola azul tão pequena e insignificante...
Confesso que parecia uma mescla de catolicismo com misticismo. Algo confortante e fascinante. Eu sentia um companheirismo daquela imagem. Uma amizade que confidenciava os sentimentos...
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Lembro, caro leitor, das pequenas (quase micros) rachaduras que percorriam toda a tinta do pilar branco, iniciando no quadrado com as inscrições "O Povo de Santiago à Imaculada Conceição" e terminando no suporte global dourado, aos pés da virgem santa.
Os quatro canteiros de plantas que circundavam a santíssima, às vezes mal cuidados, as escadas onde eu e meus amigos de escola sentávamos em bate-papo irresponsável e "eternizável", com chicletes dentro da boca. Tudo era tão simples, lindo e puro.
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Hoje, quando dirigia o meu carro, entre São Vicente e Jaguari, eu pensei na Santa. Queria deixar umas poucas palavras em sua homenagem. Nada muito extenso, apenas lembranças. Aqui estou...
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Na verdade, acredito que voltei ao passado, percorri vários anos em segundos, corri feito criança em volta da padroeira, brincando de pega-pega. A cada passada, sobre aquelas pedrinhas presas no chão de nossa praça, eu olhava para o céu. Em devaneios infantis, por alguns instantes a Nossa Senhora escondia o sol e, em outros, o grande fogo solar ofuscava a padroeira. Giros, giros e giros.
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Em um saudosismo feliz, a única preocupação que eu tinha hoje de tardezinha (lá perto de Jaguari) era cuidar o tropeço nos canteiros da Santa e, ao mesmo tempo, desviar dos veículos para não ter que acordar...




3 comentários:

  1. Em Porto Alegre eu cresci próximo ao estádio olímpico, no Bairro Santo Antônio. Lá existe um grande cemitério, o qual causa medo a quase todos na parte da noite.
    Como eu brincava em frente ao cemitétrio, eu sinto uma coisa boa, quando vejo aquelas estátuas de santos.

    Eu sei o que você sente...

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  2. Adoro a praça de Santiago!
    Parabéns
    Luciano

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Obrigado por deixar o seu comentário neste blog.
Agradeço o tempo investido nesta comunicação.

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