sábado, 30 de maio de 2009

O olhar de uma criança feliz...

Ontem, sexta-feira, dia 29 de maio de 2009, eu dirigia o meu carro rumo ao trabalho. Era um típico dia frio que ocorre nesta época do ano.
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As mãos geladas encostavam ao volante e, distante do carro, meu pensamento já estava focado no trabalho - nas várias atividades que teria de desempenhar. Normalmente o percurso casa - trabalho passa assim, muito rápido! Tão veloz que a maioria das vezes não o percebo. Entretanto, nessa sexta foi diferente.
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Quando descia pela Rua 20 de setembro, uma quadra para baixo da Escola da URI, observei dois meninos de cerca de 10 anos de idade que pareciam estar brigando no meio da rua. Chutes e socos perdidos ao ar.
A medida que meu veículo foi se aproximando, diminui a velocidade por questão de segurança e percebi que as pastas da escola estavam no chão, sobre os paralelepípedos da via. Com estranheza, fiquei olhando para os dois e desviei o automóvel. Naquele momento perceberam a minha presença e, só então, verifiquei que se tratava de uma brincadeira!
Estavam rindo e tudo não passava de uma molecagem. Com certeza se tratava de dois heróis defendendo o mundo da tirania...
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Automaticamente, um sorriso surgiu na minha boca. O menino maior, de cabelos pretos escorridos, rapidamente juntou a pasta escolar. O outro, de cabelos encaracolados e, quase ruivo, ainda desferiu uma voadora no vazio do ar, com um grito agudo de kung fu.
Mas, o que mais impressionou foi a leveza do olhar daqueles meninos que acenaram, simultaneamente, para mim.
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Descrever a leveza do olhar de uma criança feliz é algo praticamente impossível!
Não é uma descrição, mas uma sensação. Talvez, para compreendermos, seja necessário retirar toda a falsidade e ódio dos adultos, ou seja, esvaziar o nosso coração. Ignorar as artimanhas dos neurônios e estar completo...
Sim! Acho que uma criança é completa por que ela não impõe objetivos, metas e desejos. Ela está contente com o presente, com o agora e, se não estiver com fome ou frio, com certeza estará tudo bem...
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Talvez, se agirmos um pouco mais como crianças, vivendo o "agora", talvez sejamos mais felizes e a vida valha a pena. Fazer valer a pena! A teoria do Carpe Diem, ou seja, viver o dia...
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Por que estou escrevendo isto?
Em uma foto do projeto Escola Criança Feliz, que retirei do blog do Márcio Brasil, encontrava-se a criança abaixo. Ela me fez relembrar o fato de ontem.
Um olhar fala mais que mil palavras...
Observem os olhos dele e entenderão o motivo deste artigo...



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