segunda-feira, 18 de maio de 2009

Felicidade X Crítica Literária

A felicidade é um sentimento passageiro e fugaz.
Algumas vezes colocamos objetivos monetários como o reflexo de estar feliz. Exemplos claros são o comprar um carro, uma casa, ou um celular. Pode ser, ainda, uma roupa, um perfume, uma promoção no emprego.
São tantas metas que estipulamos em nossa vida, que logo após atingirmos uma, nossa mente já coloca outra, de forma subseqüente e infinita.
Essa é a maior peça que a vida nos prega: você demora a perceber que a felicidade da vida, como afirmava Gandhi, está no caminho e não num objetivo.
Ser feliz, no meu singelo ponto de vista, é ser humano. Acertar e errar. Errar, sim. Entretanto, cometer erros sempre buscando acertar. Aprender com os desvios que tornaram o caminho mais longo.
Ser feliz é buscar o que falta à nossa alma, ao nosso espírito. Contudo, sentir o prazer de ainda não obtê-lo, pelas estradas da vida, e saborear cada dia em que se busca o desejado.
O que você deseja?
Um livro produzido? Uma família feliz, com cônjuge e filhos? O sucesso financeiro?
Quem estipula as suas metas é você mesmo. Elas serão o seu perfil, a sua personalidade e serão os motivos de suas escolhas.
O que nos falta, algumas vezes, é perceber que a felicidade é diferente do prazer e da glória. Esses dois últimos são efêmeros, como a paixão. A felicidade está baseada nas suas atitudes, ou seja, ela é perene como o amor.
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É por causa disso que não acredito em crítica literária que não seja reembolsável. Sendo mais claro, só acredito em críticos literários que são pagos, pelas revistas famosas como a Veja, ou por jornais como Zero Hora e Correio do Povo. Esses críticos estão recebendo por isso, devem tentar condenar (ou não) o trabalho alheio.
Note-se, existe uma diferença básica entre LEITURA CRÍTICA e CRÍTICA DA LEITURA.
A primeira é salutar, todos devemos fazer. Podemos comentar até mesmo com os amigos mais próximos, companheiros ou colegas. Ela é construtiva, pois uma opinião se forma, quando se discorda da outra.
A segunda, infelizmente, um tanto corrosiva e indesejável. A crítica da leitura possui o veneno do desestímulo, aquele que destrói o fogo da iniciativa, a luz nos olhos do novo e futuro escritor. Essa, pejorativa, utiliza-se da arrogância e da malévola faca afiada chamada "experiência". É sarcástica e acaba com a produção-produtiva, causando mágoas em quem se atreve a construir um texto...
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Acredito que críticos literários (que não são reembolsados e realizam a CRÍTICA DA LEITURA) possuem certa distância daquele completamento feliz, da busca das metas sob os sons de melodias, da sensação de plenitude infinita.
Eles não sabem o quanto de amor deve existir para que uma simples obra esteja pronta. O quanto de sacrifício contém em letras digitadas no trabalho do além-expediente.
Afinal, a felicidade deles é destruir o que outros construíram...
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Enfim, fico feliz (no meu caminho) que Santiago "A Terra dos Poetas" está mudando. Estamos avançando a passadas largas rumo às libertárias ações do ler e do escrever...
Talvez, até mesmo, a nossa cidade supere as marcas da média de leitura brasileira.
Vamos ser guerreiros em defesa da iniciativa cultural?
Com espadas e escudos vamos defender a busca da formação de novos leitores e escritores?
Pois bem, então:
Viva a resenha! Viva a redação! Viva o conto! Viva a poesia! Viva a crônica!
Viva a vida!
Viva as escolhas e iniciativas de quem vive uma vida, mesmo com erros... Viva!

Um comentário:

Obrigado por deixar o seu comentário neste blog.
Agradeço o tempo investido nesta comunicação.

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