segunda-feira, 4 de maio de 2009

Ego, Egocentrismo ou "Regracentrismo"


Há algum tempo atrás, conversava com um companheiro que afirmava o quanto alguns homens podem ser egocentristas. A definição do dicionário LUFT para egocêntrico é a de "pessoa que acha que é o centro dos interesses".
Este conhecido alegou que estava em constante briga com o próprio "eu" para não cair nas artimanhas do ego. Como ele é um filósofo que respeito muito, no qual entendo que a inteligência racional ressalta como sua maior qualidade, acreditei em sua posição autocrítica.
Entretanto, mero engano o meu.
Observei que em alguns de seus escritos, ele criticava o posicionamento de autores conhecidos, Best-sellers, como se fossem meros "resenheiros" e justamente falando sobre egocentria. Em outro momento, considerava uma iniciativa sua o top de um periódico regional.
A leitura excessiva, erro que também cometo, provoca o desenvolvimento crítico (mas egocentrista). Acredito nisso.
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Isto comprova que vivemos um "regracentrismo", ou seja, brincadeira à parte, julgo que todo ser humano é egocentrista. Poucos os homens que quase conseguem se livrar do egocentrismo. Alguns monges, padres ou religiosos de qualquer natureza, talvez. Negar que o possui é estar envolto e engolido por ele. Dizer que é humilde já faz parte de um ego que insiste em nos dizer que somos diferentes...
Na verdade, um pouco de massagem para o ego até faz bem - estimula, agrada, prolonga a iniciativa nos objetivos. Por que negá-lo?
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Por que vamos brigar com a nossa natureza?
Temos que limitar o egocentrismo, não acabar com ele.
Sabendo que somos ignorantes, como Sócrates afirmava "Só sei que nada sei..." diminuímos a arrogância. Esta deve ser evitada - e não confundida com egocentrismo.
Os filósofos arrogantes criticam a iniciativa dos novos pensadores: "Nunca serão iguais a mim!" ou ainda "Nunca escreverão como as minhas linhas! "
Estupidez improdutiva e arrogante. Nada tem de comum com egocentrismo.
Tento não ter arrogância. Egocentrista todos nós somos.
Afinal, é difícil acreditarmos que o sol não gira em torno de nossos umbigos.
Como dizia Freud "Todo homem nasce julgando que é eterno." Concordo inteiramente com ele...

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Gostaria de acrescentar ao artigo (não estava no original) que esta é uma simples expressão de opinião. Ainda continuo a admirar o companheiro, respeito-o em relação ao grande estudo e pensamentos que tem e teve. Não sou melhor que ele e que ninguém!
Entretanto, tinha de expressar a minha opinião. Acho que as palavras são armas letais (mas de dois gumes). Com certeza o leitor também irá achar alguma bobagem em tudo o que escrevo. Isso é o bonito no ser humano! Analisar-se e poder se reinventar a cada instante.
A pesquisa científica (e poética) é uma forma de orgasmos sem sexo...

13 comentários:

  1. Giovani, concordo plenamente com tuas considerações. E nada mais acertada a tua observação sobre o que afirmava Sócrates de que ele só sabia que nada sabia. Porém, discordo quando tu comenta sobre o teu amigo em questão, que não sei de quem se trata, seja um filósofo.

    Filosofar por filosofar, todos nós o fazemos. E há ditos populares de carroceira de caminhão que também trazem algumas reflexões interessantes.

    Agora, ser filósofo é sê-lo na prática, como era Sócrates ou Platão, que faziam de suas próprias vidas o laboratório de suas análises, questionando seu próprio viver, suas ações e emoções. O filósofo é aquele que constamente se coloca no banco dos réus e julga seus próprios feitos e desfeitos, suas reações adversas.

    Portanto, nos dias atuais é muito improvável que existam filósofos. Pelo menos, não serão esses que estejam praticando a escrita e vendo o sol girar em torno de seus umbigos. Talvez encontremos filósofos muito longe de um teclado de computador ou versejando poesias ou se engrandecendo de suas leituras ou acumulando livros na prateleira da sala, em lugar visível a todos (justamente para que olhem e pensem "como ele lê. Que inteligente")

    Talvez encontremos filósofos lidando na horta ou cuidando dos netos. Talvez nem tenham cursado faculdade ou nem saibam ler, mas praticam o bem sem olhar a quem. Aí, sim, acreditaria que os filósofos estejam por aí.

    Infelizmente, a escrita como tu bem colocou tornou-se um ambiente prolífero para ególatras, que todos somos. Essa "arte" de resenhar livros é a mais patética possível. O sujeito que se coloca na condição de crítico literário surge como um elemento descartável e que torna-se um parasita (só pode viver se tiver a quem resenhar). Que história é essa de alguém que julgue-se acima de outro para dizer que isso é bom, aquilo é ruim? Logo ao fazer isso, já se coloca numa posição acima da obra que esteja "analisando".

    O leitor é que deve fazer a sua análise, se gosta ou não. Uma obra fala por si só, sem a necessidade de interlocutores críticos e supostamente autocríticos.

    Um forte abraço, amigo. Eis um bom assunto para debatermos junto de nossos amigos da Casa do Poeta.

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  2. Concordo que sejamos egocentristas,
    mas acho que nosso defeito vai mais para o egoísmo...

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  3. Elizabete - Santa Maria5 de maio de 2009 08:10

    Achei o seu blog por intermédio do GooGostei muito do artigo. Faço Licenciatura em sociologia, na UFSM, e usarei algumas idéias em um trabalho sobre a vida humana, enquanto criadores de regras e opiniões. Dentro dos objetivos do trabalho temos que falar sobre egocentrismo e soberba. Muito bom...

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  4. Agradeço a todos os comentários, principalmente o do amigo Márcio Brasil.
    Acho, realmente, que a natureza favorece a filosofia, conforme afirmaste. Tanto que Sofia (no Mundo de Sofia) buscava o seu esocnderijo no interior da mata, toda a vez que gostava de pensar...
    Tudo é questão de postura: os maiores erros que cometi na vida, quanto a escolha e decisões, ocorreram quando adquiri uma postura um tanto crítica e exclusivista.

    Acho que temos o que ensinar. Todos temos.
    Mas, temos muito mais a aprender e a apreender..

    Muito obrigado,
    Márcio Brasil, Anônimo e Elizabete!

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  5. A inveja é um sentimento que deveria estar afastado dos ditos literatos da sociedade. Como alguém que afirma ler X-MEN aos filósofos pode se colocar em condições de debater filosofia?
    Sei muito bem a quem os dois estavam se referindo. Freud afirmou que rejeitamos no outro aquilo que odiamos em nós mesmos. Creio que egocentrismo maior é o de criticar pessoas, emitir julgamentos sobre elas. Até onde eu sei, a pessoa de quem falam faz crítica de ideias e o faz muito bem, pois tem cacife para isso. Coisa que os dois vão ter de lutar muito para conquistar.

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  6. Posso dizer que já li muito sobre filosofia, psicologia, parapsicologia e obras de consagrados autores. Só não tenho o costume de sair contando sobre o que leio, como forma de buscar admiradores ou admiradoras e bancar o intelectualóide. E não leio só X-Men. Às vezes também leio Tio Patinhas...

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  7. Curioso o jornalista Márcio Brasil dizer que não busca admiradores com sua escrita. Sendo que procura sempre conquistar admiradoras. Ou os seus contos não são para atrair as meninas? Cacife para isso você tem. Não precisa de muita cultura e filosofia.
    E não seria por isso que a Vivian Dias cansou e terminou com você, leitor de X-men?
    Reflita sobre você antes de julgar um filósofo de verdade.

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  8. "Filósofo de verdade". Piff. Olha, é ridículo ficar puxando pessoas aqui, caro anônimo. E é uma covardia citar Vivian Dias e se manter no anonimato. Eu não citei o nome de ninguém. E não puxei a vida pessoal de ninguém. Não vou aqui comparar a minha vida com a de outras pessoas. Ou minhas relações amorosas, se fui casado, se nunca fui, se já tive amantes etc. Isso realmente é algo desnecessário, até porque seria uma apelação para ter a última palavra num confronto de ideias. Acho que o Giovani foi muito feliz com sua análise e merece aplausos por isso. Sobre querer conquistar admiradoras, tu está muitissimo enganado comigo, anônimo. Não escrevo rebuscando palavreado do dicionário para querer impressionar leitores. Não me importo com o que os outro vão pensar, estou me lixando. Se eu quisesse catar as guriazinhas e angariar fãs, iria escrever poesia, copiar ideias de verdadeiros filósofos e bancar uma pose de filósofo também (isso impressiona, né?). Seria mais fácil.Mas graças a você descobri porque perco as minhas namoradas. É porque leio X-men. Me devorou. Me decifrou. Obrigado, obrigado.

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  9. Este comentário foi removido pelo autor.

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  10. Ah, que coisa. Deve ser por isso que me entendi com o Márcio. Gosto de X-men. Mas ainda tenho sérias dúvidas sobre meu personagem favorito: Tempestade? Ciclope? Lince? Wolwerine?Jean grey? Vampira? DÚVIDA EXISTENCIAL CRUEL.Qual escolher, eis a questão.....
    Se gosto dele assim, imagina se ele citar Nietzsche?rsrsrsrsrsrsrsrrsrsrsrsrs.


    ( Comentário anterior excluído para correção)

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  11. Wanessa Carvalho9 de maio de 2009 13:52

    Esse anônimo é bem baixaria...
    Não tem coragem de se identificar????
    Seja homem!

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  12. Gostaria de ser solidário ao amigo Márcio Brasil.
    Todos temos o direito de pensar, seja qual a forma que pensamos.
    Usar atos da vida pessoal como arma, realmente é algo desprezível.
    Se eu fosse uma pessoa estourada, mal educada, ignorante - diria:
    Essa anônima (anônimo) é frustada sexualmente!

    Mas eu nunca direi isso!
    Abraços Márcio e Vivian.

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  13. Freud explica, né, Giovani.

    Forte abraço!

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Agradeço o tempo investido nesta comunicação.

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