segunda-feira, 11 de maio de 2009

Divagações filosóficas e a liberdade pessoal


Um olhar crítico.
Um olhar malvado.
Uma alma pérfida, cheia de rancor e intelectualismo frígido.
Dores, dores, dores e falsos amores...

Qual a forma de Santingrado crescer culturalmente?
A LIBERDADE intelectiva, a difusão universal das letras, o incentivo aos novos escritores - resenha, chat, poesias, contos, pensamentos - tudo e absolutamente TUDO!
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Em Santingrado existe, de um lado, os PARNASIANOS - sonetos, métricas e formas. De outro os SIMBOLISTAS, com a subjetividade, a musicalidade, a alma, a morte, o efeito da sugestão.
Por qual caminho seguir? Combater um ou o outro?
Em Santingrado existe, em 2009, o combate que ocorreu antes da Semana de Arte Moderna (1922). Existe a discussão, como houve na década de 1890 - 1900, sobre se o melhor é o soneto formal ou o subjetivismo etéreo.
Calamidades, ofensas, egos, discussões desenfreadas, eu-filósofo versus intelecualóde.
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De que lado eu fico?
Fico do lado da discussão, do embate, da divergência intelectual, da liberdade...
Gosto da palavra inglesa "Freedom!". Acho que cada um deve possuir sua personalidade. Construíla dentro de sua liberdade - Freedom, freedom, freedom!
Defendo Nietszche e X-Men. Gosto de Augusto Cury e Tio Patinhas.
Mas em Santingrado você tem que ser vermelho ou azul. Branco ou negro. Filósofo ou "ingnoranti". Poeta ou prosador.
Queria viver em Gotan City, descobrir quem são os malvados, chamar Batman e Robin e mandar destruir todo o mal!
Será que eu não seria alvo dos super-heróis?
Pelo que a leitora anônima disse, acho que sim - sou invejoso, maledicente e semi-analfabeto. Minha maldade é transcendental, acompanha o meu caráter.
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Acho que não. Penso que sou humano. E na minha humanidade de gangorra, com altos e baixos, algumas vezes sou Batman e outras sou o Coringa. Já dizia a Poetiza Therezinha Lucas Tusi - às vezes sou o machado que fere, outras o sândalo que perfuma.
Espero que, no final de minha vida, tenha muito mais perfumado do que ferido...
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Só que em Santingrado não há opção. Melhor dizendo, tem que haver a opção: ou você é bom, ou mau. Ou burro, ou inteligente. Ou intelectual, ou resenheiro.
Em Santingrado não existe o meio termo...
O que será de Santingrado?!!

4 comentários:

  1. Giovani,
    Nessa estrada em que pouco sei,acho que é melhor ser sábio(como você)que filósofo...
    Artemísia

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  2. Parabéns pelo artigo.

    Sou a favor de você e dos textos de Márcio Brasil.
    Leio o artigo dele, no Expresso e os seus quando também ocorrem no Expresso.

    Estou gostando desta discussão sobre Santingrado.
    Você não me respondeu se tem alguma coisa haver com Stalingrado???????

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  3. Olá Giovani
    Interessante a maneira como você coloca essa "rivalidade" que existe muito aqui e em muitos lugares.
    Eu como brinco que tenho um pouco de médico e um pouco de louco, nunca me vi em nenhuma categoria...Apesar de muitas vezes ser subjetiva...E mesmo sendo assim, não deixo de admirar a métrica, os sonetos, as formas.
    Ao inves de sermos preto ou branco, não poderiamos ser multi cores?!

    Abraços

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  4. Gostei do texto.
    Santingrado é a versão negra de Santiago?
    Vera `poa

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Obrigado por deixar o seu comentário neste blog.
Agradeço o tempo investido nesta comunicação.

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