sábado, 30 de maio de 2009

O olhar de uma criança feliz...

Ontem, sexta-feira, dia 29 de maio de 2009, eu dirigia o meu carro rumo ao trabalho. Era um típico dia frio que ocorre nesta época do ano.
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As mãos geladas encostavam ao volante e, distante do carro, meu pensamento já estava focado no trabalho - nas várias atividades que teria de desempenhar. Normalmente o percurso casa - trabalho passa assim, muito rápido! Tão veloz que a maioria das vezes não o percebo. Entretanto, nessa sexta foi diferente.
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Quando descia pela Rua 20 de setembro, uma quadra para baixo da Escola da URI, observei dois meninos de cerca de 10 anos de idade que pareciam estar brigando no meio da rua. Chutes e socos perdidos ao ar.
A medida que meu veículo foi se aproximando, diminui a velocidade por questão de segurança e percebi que as pastas da escola estavam no chão, sobre os paralelepípedos da via. Com estranheza, fiquei olhando para os dois e desviei o automóvel. Naquele momento perceberam a minha presença e, só então, verifiquei que se tratava de uma brincadeira!
Estavam rindo e tudo não passava de uma molecagem. Com certeza se tratava de dois heróis defendendo o mundo da tirania...
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Automaticamente, um sorriso surgiu na minha boca. O menino maior, de cabelos pretos escorridos, rapidamente juntou a pasta escolar. O outro, de cabelos encaracolados e, quase ruivo, ainda desferiu uma voadora no vazio do ar, com um grito agudo de kung fu.
Mas, o que mais impressionou foi a leveza do olhar daqueles meninos que acenaram, simultaneamente, para mim.
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Descrever a leveza do olhar de uma criança feliz é algo praticamente impossível!
Não é uma descrição, mas uma sensação. Talvez, para compreendermos, seja necessário retirar toda a falsidade e ódio dos adultos, ou seja, esvaziar o nosso coração. Ignorar as artimanhas dos neurônios e estar completo...
Sim! Acho que uma criança é completa por que ela não impõe objetivos, metas e desejos. Ela está contente com o presente, com o agora e, se não estiver com fome ou frio, com certeza estará tudo bem...
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Talvez, se agirmos um pouco mais como crianças, vivendo o "agora", talvez sejamos mais felizes e a vida valha a pena. Fazer valer a pena! A teoria do Carpe Diem, ou seja, viver o dia...
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Por que estou escrevendo isto?
Em uma foto do projeto Escola Criança Feliz, que retirei do blog do Márcio Brasil, encontrava-se a criança abaixo. Ela me fez relembrar o fato de ontem.
Um olhar fala mais que mil palavras...
Observem os olhos dele e entenderão o motivo deste artigo...



sexta-feira, 29 de maio de 2009

O valor de nossa Santiago e a Catalisa


**Foto Márcio Brasil - Blog Visões de Santiago**
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Existe uma "essência" em Santiago, intrínseca, escondida, invisível e etérea.
Essa essência, confunde-se aos sentimentos, nos múltiplos pontos de vista e nas variadas formas de pensar, de viver, de agir e de sentir.
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Os ares tranqüilos de nossa Santiago parecem efervescer e duplicar os efeitos morais do espírito humano, quero dizer:
- Se você é feliz --> Santiago te leva à plenitude...
- Se você é triste --> Santiago te leva à depressão...
- Se você é quieto --> Santiago te deixa introspectivo...
- Se você gosta de falar --> Santiago te deixa falador...
- Se é inteligente...
- Se é ignorante...
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É por isso que eu amo Santiago!
Aqui, ao inverso da Física, os opostos se atraem e se repelem.
Positivo passa a gostar de negativo, negativo de negativo, positivo de positivo e tudo se mistura em um mundo inimaginável de - desculpe a franqueza - felicidade, tristeza, notícia, fofoca, arte, artimanhas, carinhos, bajulações, criatividade, plágio, sinceridade, falsidade (...)
A dança dos neurônios!
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Gosto de Santiago, por que o dia seguinte sempre causa surpresas!
Fatos lindos e outros revoltantes.
Amo minha cidade por que ela abriga uma legião de pessoas admiráveis.
E tantas outras inacreditáveis...
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De início pensei que estava sendo louco em achar algo diferente nos "ares" de Santiago.
Lá perto da praça central, da Nossa Senhora da Conceição, quase em frente à Prefeitura, olhei para o nosso céu. Pensei "Como esse céu azul é bonito. Acho amigo céu, acho que você tem uma personalidade... Será que não?"
Foi então que surgiu a resposta: existe em Santiago uma fantasmagórica energia catalisadora, ou seja, que aumenta a velocidade de toda reação química!
Chamo-a de Catalisa.
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A Catalisa é a responsável por tudo o que se multiplica, tanto negativa quanto positivamente - arte, notícias, literatura, ânimo... - e o pior, acreditem, ela se tornou uma grande amiga.
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É difícil explicar, pois só conseguimos enxergá-la quando acreditamos.
Quando se tem fé...aí...aí...aí caem os pontinhos brilhantes das mais variadas cores.
Essa é a Catalisa - a catalisadora de todos os seus sentimentos.
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Como você se sente agora?
Bem, mal?
Não culpe a Catalisa - ela não interfere nas suas emoções - apenas aumenta.
Se você é felicíssimo, parabéns!
Se está desejando o mal para o outro...a Catalisa pede desculpas. Entretanto quem está mordendo os próprios dedos é você mesmo.
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Será que estou ficando louco?
Ihhh...Se estiver....Que medo da Catalisa!
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Santiaguenses, por favor, respondam, vocês acreditam na Catalisa???

Criança Feliz - Texto e foto de Márcio Brasil

O texto e a foto foram retirados do blog de Márcio Brasil....

A Escola de Turno Oposto Criança Feliz está festejando 11 anos e, para marcar essa data, será promovido um show de talentos nesta sexta-feira, 29, a partir das 19h, no Ginasião. A diretora Cláudia Bravo e a vice, Jaqueline Machado, acreditam que o evento deverá contar com a participação de mais de 300 convidados, entre pais, professores e autoridades locais. "Vamos ter shows de patinação, dança, capoeira e música", confirmou a professora Jaqueline. Além das atrações, será servido um bolo de 11 metros. A escola de turno oposto Criança Feliz mudou a realidade de muitas crianças em Santiago. Atualmente conta com 470 alunos, quatro professores e 23 estagiários, além de oficineiros de dança, música, artesanato e patinação.

Criança Feliz foi premiada na Argentina
A escola Criança Feliz conquistou premiação no 12º Encontro e 9º Interamericano de Danças, que aconteceu há poucos dias em Paso de Los Libres, na Argentina. Na categoria folclore universal-etnia alemã, a escola conquistou 2º lugar, categoria Solo Livre e Solo Show, 1º lugar, com Verônica Ramos (grupo Raça Pampeana) e categoria livre 1º lugar, com a apresentação "Cordas da Vida", menção especial, categoria grupo show- "Banderas". O grupo de alunos é coordenado pelo professor João Ramos.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

A Bandeira da Liberdade

Quero declarar neste artigo que gosto de ler vários blogs de Santiago.
A minha leitura de blogs começou a ser uma mania recente, que surgiu em abril deste ano. Só que o hábito se torna um vício (positivo) e as opiniões conflitantes me servem de estímulo cultural. Atualmente, divido o tempo que posso entre a leitura de livros e a de textos "internáuticos".

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Viajo pela introspecção interessantíssima (criativa) de Alessandro Reiffer, pelas crônicas fabulosas de Márcio Brasil, pelas linhas emocionadas de Lígia Rosso, pelas idéias racionalistas de Froilam de Oliveira, pelo existencialismo de Vivian Dias, pela ecologia educacional do Doutor Disconzi, pelos debates políticos de Júlio Prates e por tantos outros que me fazem voar, com os pés no chão.
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É bem verdade que não concordo com tudo o que leio. Entretanto, quem sou eu para indicar o autor que escreveu algo que não gosto?
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Eu sou feliz. Tento combater as idéias que julgo contrárias às minhas convicções e não as pessoas. Digo "tento" pelo motivo de ser apenas humano...
O que não aceito - e nunca vou aceitar - é uma pessoa dizer que a outra não pode escrever. Queremos ser um país de leitores?
Temos que incentivar a leitura e a busca da capacidade de saber escrever e melhorar a cada dia...
É nesse ponto que adorei a invenção do tal de blog.
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Fico feliz com Santiago.
Estamos evoluindo muito culturalmente. Tudo isso graça aos blogueiros que proporcionam um "combate de idéias virtuais".
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Levanto a Bandeira da Liberdade de poder ler o que eu quiser e de que todos possuem o direito de escrever. A personalidade (e a escrita) se constroe e se transforma a cada dia.
Estou tentando aprender com o que eu concordo e, também, pelo que discordo...
Um renascimento diário, constante e feliz!
Obrigado blogueiros de Santiago!

segunda-feira, 25 de maio de 2009

O vendedor de picolé...

Um artigo do Márcio Brasil me vez voltar à infância. No texto, o Márcio disse que comprou um chocolate de um menino e eu lembrei as minhas façanhas de vendedor de picolé, em Santiago.
Vou contar ao leitor...
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Eu tinha 12 anos de idade. Era o ano de 1987.
Começei a vender picolé de uma sorveteria que tinha na rua Osvaldo Aranha, logo após o posto de combustível da cooperativa.
Esse foi o meu segundo modo de conseguir dinheiro. O primeiro foi vender jornal e garrafas de bebida para o Firmino, do Bar Bonanza. Também havia passado por algumas tentativas fracassadas de vender ossos, para os velhos carroceiros, lembram?
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Na verdade, os vendedores de picolé eram três: eu, o meu amigo Volnei Polga e seu irmão Robson Polga.
O nosso sonho era ficarmos ricos! Algo difícil, mas só o fato de sonharmos já tornava o trabalho mais agradável.
Pegávamos as caixas de isopor e "Shhhisp", saíamos quase que correndo. Lembro que competíamos para ver quem vendia mais picolés. Os famosos gritos: "Picolé, sorvete!" -- "Picolé, sorvete!" nas ruas de paralelepípedos azuis, com o sol escaldante e a esperança de uma boa venda.
A cada casa, em toda residência, imaginavámos tesouros escondidos, prontos para serem entregues em troca de um saboroso picolé. Éramos negociadores, vendedores, autônomos e, principalmente, livres....
Acho que, por sorte, geralmente eu é que ganhava a disputa. Recordo que analisava os locais que mais se vendia picolé: atrás do Hospital Militar, na Belizário e na Vila Itu. Sempre voltava lá!
Tenho quase certeza que essa foi a primeira vez que me senti um vencedor...
Cheguei, caro leitor, a ser promovido. Recebi um carrinho para empurrar. Aqueles com rodas! Não era mais apenas um vendedor de caixa de isopor...
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Entretanto, nem tudo eram flores.
Como todo jovem, tinha imensa vergonha da possibilidade de algum colega do Apolinário Porto Alegre me ver vendendo picolé.
Ai, ai, ai! Pior ainda se o colega fosse uma menina!
Aconteceu uma vez, apenas uma vez. Eu observei a menina, acho que tinha o nome Isabel, e dei a meia volta, quase saí correndo em disparada. Passadas largas, coração em disparada.
A minha mãe me disse naquela época: "Vergonha é roubar e não poder carregar!"
Velho ditado popular. Fácil falar - difícil era incutir isso na cabeça de um pré-adolescente...
No dia seguinte, a Isabel me perguntou:
- Era tu que estava vendendo picolé?
Vocês acham que eu neguei ou falei a verdade?
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Certa feita, em uma casa lá perto do Hospital Militar, num calor infernal, um homem perguntou:
- Você tem picolé de cachaça?
Envergonhado, respondi que não.
Então ele me disse:
- Quero comprar todos os picolés de sua caixa, mas escolha um para você...
Instantes depois, eu voltava para a sorveteria com um picolé de morango cremoso e com a caixa vazia...
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Os meus amigos Volnei e Robson gastavam os seus lucros. Recordo, com a maior claridade, que o Volnei comprou um óculos escuros no lojão Oba-Oba.
Dentro de meus sonhos de conquistar o mundo, resolvi criar uma poupança no Banco Meridional.
Eu já tinha algum dinheiro, bom por sinal, que resolvi mostrar os lucros para os meus pais.
Um dia, pouco tempo depois, a minha mãe chegou e disse:
- Giovani... Estamos apertados. Empresta o teu dinheiro da poupança para o teu pai? Quando puder, ele te paga, tá?
Como eu poderia dizer não?
A poupança nunca tive de volta.
Entretanto, o meu pai me pagou com tudo o que tenho hoje. Uma boa troca...
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Quando eu estava perto dos 14 anos, estava percorrendo a Vila Itu. Uma garota maior, por volta de 20 anos, olhou-me e disse:
- O que um rapaz tão grande faz vendendo picolé?
Fiquei com muita vergonha. Abandonei o ofício e, poucos meses depois viajava para o Colégio Militar de Porto Alegre. Era final do ano de 1988. Saí daqui chorando, no ônibus da meia-noite, rumo a capital do Estado. Na época pensei: "Ainda vou voltar para a minha Santiago..."

Voltaria a morar em Santiago cerca de dez anos depois...



A luz divina - As trevas terráqueas - Pedante!


Existem dois Giovani(s) Pasini(s) que gostam de escrever.
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O primeiro, pequeno mortal, terráqueo que se preocupa com o que pensam. Ele fica feliz, se magoa, sente uma grande emoção quando um leitor diz o "Parabéns!". Um tanto egocentrista, passa a reler tudo o que escreve e, geralmente gosta. Esse escritor normalmente está preocupado com os pedantes e os "impedantes", com os falsos e os verdadeiros. Aliás, a palavra pedante já torna um texto pedante. Ela significa "ostentar mais conhecimentos do que se possui". Alguém sabia a definição dessa palavra? Que pedante! Cuidado, caro amigo, se colocar um " i" no meio da palavra - já ficamos flatulentos...
O leitor pode observar que ele (ou eu), algumas vezes até pode ser brincalhão ou irônico...
Afinal, a primeira felicidade de um escritor egocentrista é ser lido e elogiado. A segunda é ser criticado. A terceira tem algo relacionado com o ódio... Algo humano, segundo Nietszche, demasiadamente humano.
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O outro escritor Giovani Pasini, mais feliz, é o que sente uma luz divina, um canal de comunicação com a energia universal (e boa) que perambula ao redor da terra. A sensação que completa a alma, das palavras se formarem pelo coração, por meio de um fluxo etéreo. Uma sensação de liberdade e plenitude. Algo suave e voraz ao mesmo tempo. Quando isso ocorre, as lágrimas surgem nos olhos, a vida parece possuir um sentido e tudo, absolutamente tudo, parece pequeno. Nessa hora é que o escritor consegue sentir aquele sentimento que chamam de amor... Uma cópula com as estrelas do céu! Algo nada mundano.
Invariavelmente, a obra construída é feliz...
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Na confusão de escritores, na variação da vida, humano que sou, egocentrista, errado por vezes, quero dizer que amo os dois Giovani(s): ele e Eu.

domingo, 24 de maio de 2009

Apresentação do Livro "Cuidando de quem Educa" de Cida Azzolin - 22 de maio de 2009 - Centro Cultural de Santiago

Na foto: minha esposa Karla (e), Cida Azzolin (c) e eu (d)

Na sexta-feira passada, dia 22 de maio de 2009, tive a grata satisfação de realizar a apresentação do livro da professora Cida Azzolin, intitulado "Cuidando de quem Educa". A obra, de excelente qualidade, consegui ler em apenas um dia - e sem pausas! Recomendo não só para professores, mas para todos os profissionais!
Abaixo o texto que li durante a cerimônia...
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A sociedade contemporânea, mundo em que vivemos, sofreu e cada vez mais sofre inúmeras transformações. Nas duas últimas décadas, por exemplo, parece-nos que o modo de vida tornou-se mais acelerado, consequência de inventos como o computador, a internet e o celular. Os avanços foram tantos, que houve um estreitamento de relacionamentos virtuais: chat, MSN, Orkut. Inovações interessantes, já adaptadas ao perfil de jovens e até mesmo de adultos.
Em contrapartida, sentimos um afastamento natural do relacionamento interpessoal. Os entretenimentos são tantos que, dentro de nossas casas criamos “ilhas” de lazer. Novamente, a televisão na sala, o computador no quarto, o celular na palma da mão. Na atualidade, os consultores espirituais, psicólogos virtuais, se apresentam em formas de letras em telas de cristal líquido, de uma simples máquina.
No mundo pós-moderno, de uma forma geral, modificou-se também, a parceria escola e família.
De um lado, A ESCOLA, que a cada ano passa a receber, da sociedade, uma maior responsabilidade educativa. Para atender a expectativa da família, o estabelecimento de ensino se torna mais firme com as suas metas e objetivos, cobrando resultados positivos no desencadear do plano de curso, dentro de um tempo determinado e com a qualidade necessária à melhor formação do educando.
De outro lado, A FAMÍLIA, grande depositária de esperança nas capacidades educacionais e de estruturação de caráter, fornecidas pela escola. Os pais, boa parte das pessoas aqui presentes, com a sua preocupação natural e necessária, interagindo e contribuindo diariamente nas atividades executadas pelo estabelecimento de ensino. A força do amor, presente e atuante.
Entrelaçada entre e a Escola e a Família está a PROFESSORA. Uma “construtora de cidadãos”, trabalhadora de uma fábrica que não produz máquinas, mas edifica sonhos. Uma educadora que transporta, em seus ombros, a responsabilidade de ser uma parte ESCOLA e outra FAMÍLIA. Um ser humano que tem em suas mãos os cuidados da saúde dos próprios filhos, as contas, a administração ferrenha do lar e, ao mesmo tempo, guarda sob os seus lábios a infinita responsabilidade de interferir na vida dos filhos dos outros. Algumas vezes, na luta diária, esse ser humano que é uma professora, se torna alvo de desgastes como o estresse, a depressão ou a síndrome de Burnout.
Como educador convidado para apresentar a obra CUIDANDO DE QUEM EDUCA, de Cida Azzolin, tenho que expressar o meu pensamento particular e sincero. A digníssima platéia está diante de uma obra prima! Este livro fornece subsídios importantíssimos, com linguagem clara, suave e coloquial, a autora apresenta de forma esplêndida um estudo realizado acerca da Síndrome de Burnout, cuja tradução do inglês significa “Combustão completa”, ou seja, uma exaustão emocional extrema do profissional.
Para o professor, constitui-se em um suporte necessário para o conhecimento de tal síndrome, sendo que além de apresentar todo o dilema, a autora tem a grata inteligência de nos fornecer a “Luz no fim do túnel”, com sugestões de atividades para reuniões pedagógicas para dirimir os efeitos do transtorno.
Lançar um livro já é uma atividade importante. Arrisco a dizer, com toda a certeza, que lançar uma obra como esta, cria um novo marco para a história de Santiago. Um sustentáculo, cerne que irá ajudar a divulgar ainda mais uma terra de escritores, a nossa “Terra dos Poetas”.
Existem momentos em que todas as palavras empregadas não refletem a felicidade que desejamos transparecer. Faço uma pausa antes do derradeiro parágrafo. (Falar sobre o livro – leitura contínua – escrito com amor.)
Enfim, Aristóteles, filósofo grego, um dia escreveu que “A Glória não consiste em receber honras, mas em merecê-las”. Professora Cida Azzolin, gostaria de afirmar que as honras desta noite e muitas outras, a nobre escritora merece! Parabéns!

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Felicidade X Crítica Literária

A felicidade é um sentimento passageiro e fugaz.
Algumas vezes colocamos objetivos monetários como o reflexo de estar feliz. Exemplos claros são o comprar um carro, uma casa, ou um celular. Pode ser, ainda, uma roupa, um perfume, uma promoção no emprego.
São tantas metas que estipulamos em nossa vida, que logo após atingirmos uma, nossa mente já coloca outra, de forma subseqüente e infinita.
Essa é a maior peça que a vida nos prega: você demora a perceber que a felicidade da vida, como afirmava Gandhi, está no caminho e não num objetivo.
Ser feliz, no meu singelo ponto de vista, é ser humano. Acertar e errar. Errar, sim. Entretanto, cometer erros sempre buscando acertar. Aprender com os desvios que tornaram o caminho mais longo.
Ser feliz é buscar o que falta à nossa alma, ao nosso espírito. Contudo, sentir o prazer de ainda não obtê-lo, pelas estradas da vida, e saborear cada dia em que se busca o desejado.
O que você deseja?
Um livro produzido? Uma família feliz, com cônjuge e filhos? O sucesso financeiro?
Quem estipula as suas metas é você mesmo. Elas serão o seu perfil, a sua personalidade e serão os motivos de suas escolhas.
O que nos falta, algumas vezes, é perceber que a felicidade é diferente do prazer e da glória. Esses dois últimos são efêmeros, como a paixão. A felicidade está baseada nas suas atitudes, ou seja, ela é perene como o amor.
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É por causa disso que não acredito em crítica literária que não seja reembolsável. Sendo mais claro, só acredito em críticos literários que são pagos, pelas revistas famosas como a Veja, ou por jornais como Zero Hora e Correio do Povo. Esses críticos estão recebendo por isso, devem tentar condenar (ou não) o trabalho alheio.
Note-se, existe uma diferença básica entre LEITURA CRÍTICA e CRÍTICA DA LEITURA.
A primeira é salutar, todos devemos fazer. Podemos comentar até mesmo com os amigos mais próximos, companheiros ou colegas. Ela é construtiva, pois uma opinião se forma, quando se discorda da outra.
A segunda, infelizmente, um tanto corrosiva e indesejável. A crítica da leitura possui o veneno do desestímulo, aquele que destrói o fogo da iniciativa, a luz nos olhos do novo e futuro escritor. Essa, pejorativa, utiliza-se da arrogância e da malévola faca afiada chamada "experiência". É sarcástica e acaba com a produção-produtiva, causando mágoas em quem se atreve a construir um texto...
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Acredito que críticos literários (que não são reembolsados e realizam a CRÍTICA DA LEITURA) possuem certa distância daquele completamento feliz, da busca das metas sob os sons de melodias, da sensação de plenitude infinita.
Eles não sabem o quanto de amor deve existir para que uma simples obra esteja pronta. O quanto de sacrifício contém em letras digitadas no trabalho do além-expediente.
Afinal, a felicidade deles é destruir o que outros construíram...
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Enfim, fico feliz (no meu caminho) que Santiago "A Terra dos Poetas" está mudando. Estamos avançando a passadas largas rumo às libertárias ações do ler e do escrever...
Talvez, até mesmo, a nossa cidade supere as marcas da média de leitura brasileira.
Vamos ser guerreiros em defesa da iniciativa cultural?
Com espadas e escudos vamos defender a busca da formação de novos leitores e escritores?
Pois bem, então:
Viva a resenha! Viva a redação! Viva o conto! Viva a poesia! Viva a crônica!
Viva a vida!
Viva as escolhas e iniciativas de quem vive uma vida, mesmo com erros... Viva!

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Relembrando a Padroeira*

* Fotos retiradas do Blog Visões de Santiago de Márcio Brasil
(http://santiagoimagens.blogspot.com)

Hoje, quando voltava de uma consulta médica em Santa Maria, sem motivo algum, relembrei de momentos de minha infância em torno da estátua da padroeira de Santiago.

Acho que na recordação eu tinha por volta dos 12 ou 13 anos de idade e, naturalmente, a Santa parecia muito mais alta do que realmente é.
Imponente, ela se agigantava ante aos meus olhos de criança.
O seu corpo branco, a altivez, o olhar de sofrimento com as duas mãos sobre o próprio peito, tudo causava uma mistura de mistério e paz. Não apenas isso, o poder que ela transmitia ao ter o mundo sob seus pés, uma bola azul tão pequena e insignificante...
Confesso que parecia uma mescla de catolicismo com misticismo. Algo confortante e fascinante. Eu sentia um companheirismo daquela imagem. Uma amizade que confidenciava os sentimentos...
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Lembro, caro leitor, das pequenas (quase micros) rachaduras que percorriam toda a tinta do pilar branco, iniciando no quadrado com as inscrições "O Povo de Santiago à Imaculada Conceição" e terminando no suporte global dourado, aos pés da virgem santa.
Os quatro canteiros de plantas que circundavam a santíssima, às vezes mal cuidados, as escadas onde eu e meus amigos de escola sentávamos em bate-papo irresponsável e "eternizável", com chicletes dentro da boca. Tudo era tão simples, lindo e puro.
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Hoje, quando dirigia o meu carro, entre São Vicente e Jaguari, eu pensei na Santa. Queria deixar umas poucas palavras em sua homenagem. Nada muito extenso, apenas lembranças. Aqui estou...
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Na verdade, acredito que voltei ao passado, percorri vários anos em segundos, corri feito criança em volta da padroeira, brincando de pega-pega. A cada passada, sobre aquelas pedrinhas presas no chão de nossa praça, eu olhava para o céu. Em devaneios infantis, por alguns instantes a Nossa Senhora escondia o sol e, em outros, o grande fogo solar ofuscava a padroeira. Giros, giros e giros.
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Em um saudosismo feliz, a única preocupação que eu tinha hoje de tardezinha (lá perto de Jaguari) era cuidar o tropeço nos canteiros da Santa e, ao mesmo tempo, desviar dos veículos para não ter que acordar...




quarta-feira, 13 de maio de 2009

Uma alegria no Banco do Brasil - um dos motivos de Santiago ser uma ótima cidade...


Ontem, por volta das 15 horas, tive que ir até o auto-atendimento do Banco do Brasil. Ao chegar ao caixa eletrônico, tive de ouvir uma excelente conversa entre uma funcionária do banco e um senhor idoso, de barba e cabelos brancos, usando uma "bombacha" escura e uma camisa clara.

Quando a jovem funcionária, de nome Keila, se aproximou, rindo de forma simpática, o velho senhor disse:
- Minha filha eu estou mal...
Ela, numa atitude empática, com ar de preocupação, perguntou:
- É mesmo? O que o senhor tem?
Naquele momento, eu estava digitando a senha do Banco (a minha é ******). Todos que ouviram a conversa esperavam explicações de saúde. Confesso, caro leitor, que até pensei "Deve estar doente. É normal nessa idade." Entretanto...
- Minha filha, eu estou mal é de grana, de dinheiro...
A risada foi coletiva. Não aguentei, o homem de meia idade que estava ao meu lado também não e tão pouco a funcionária. Olhei para o vizinho de "Saque-fácil" e disse:
- Isso acho que todos temos em comum...
Ele completou:
- Ei! Acho que vou ter que me internar!
(Risos, risos, risos.)
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Aquela situação me deixou feliz. Senti uma vontade de abraçar aquele senhor, adotá-lo como avô e levá-lo para a minha casa. Esse sentimento é tão bom! Uma sensação completa e pura, que só sentimos com crianças muito novas ou velhos extrovertidos.
Após chegar em casa, contei a situação para todos os familiares e conhecidos, mas somente quem estava lá, no Banco do Brasil, naquele instante, é que sabe o quanto foi engraçado.
Este fato, por incrível que pareça, fez-me pensar em Santiago. Vamos lá!
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Esta é uma das qualidades de nossa Santiago, bem diferente daquela Santingrado pessimista. Aqui, na "Terra dos Poetas" as pessoas contam a sua história para estranhos, na fila do supermercado ou do Banco. Em poucos minutos de diálogo o interlocutor passa a ser como um amigo de infância. Encontramos transeuntes com a inocência de dividir os problemas mais particulares possíveis!
O povo, ao andar pelas ruas e calçadas, ainda olha no seu rosto. Você ainda existe, não é somente mais um estorvo no caminho, em esbarrar de ombros, no calçadão de cidades grandes, como Porto Alegre. Tão pouco é apenas mais um RG, um CPF ou um número de cartão de crédito.
Aqui, acredite se quiser, ainda existem lojas que relembram a época humana em que apenas o bigode e a calça comprida eram sinônimos de honra e confiança.
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Em Santiago os relógios são iguais aos da metrópole, mas o tempo é diferente. O supermercado é perto da farmácia que fica na esquina da lotérica. Não perdemos horas em veículos!
Além disso, a alma está presente no olhar, nos sorrisos da fila do caixa, até no perguntar: "Mas, de que família tu é mesmo?"
Em tudo isso existe o vagoroso "tic-tac" do relógio, que acompanham o amanhecer pampeano, lá para os lado da BR e somente se findam com o crepúsculo, lá nos fundo do cemitério. A noite escura é tão serena, as estrelas aparecem no céu, pela vidraça sem grades...
Ainda encontramos casais enamorados, depois das 23:00 horas, sentados em bancos da praça!
O mais bonito em Santiago é que do centro da cidade, em alguns pontos, você consegue enxergar o seu fim: aquele pampa bonito, de gramíneas verdes, pequenos bosques de eucaliptos, cercas campeiras cruzando a colina. Esta é a nossa Santiago!
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Enfim, em Santiago a atendente ainda olha nos olhos de um velho, se preocupa com a saúde dele e, por fim, sorri com a piada mais bonita...

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Divagações filosóficas e a liberdade pessoal


Um olhar crítico.
Um olhar malvado.
Uma alma pérfida, cheia de rancor e intelectualismo frígido.
Dores, dores, dores e falsos amores...

Qual a forma de Santingrado crescer culturalmente?
A LIBERDADE intelectiva, a difusão universal das letras, o incentivo aos novos escritores - resenha, chat, poesias, contos, pensamentos - tudo e absolutamente TUDO!
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Em Santingrado existe, de um lado, os PARNASIANOS - sonetos, métricas e formas. De outro os SIMBOLISTAS, com a subjetividade, a musicalidade, a alma, a morte, o efeito da sugestão.
Por qual caminho seguir? Combater um ou o outro?
Em Santingrado existe, em 2009, o combate que ocorreu antes da Semana de Arte Moderna (1922). Existe a discussão, como houve na década de 1890 - 1900, sobre se o melhor é o soneto formal ou o subjetivismo etéreo.
Calamidades, ofensas, egos, discussões desenfreadas, eu-filósofo versus intelecualóde.
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De que lado eu fico?
Fico do lado da discussão, do embate, da divergência intelectual, da liberdade...
Gosto da palavra inglesa "Freedom!". Acho que cada um deve possuir sua personalidade. Construíla dentro de sua liberdade - Freedom, freedom, freedom!
Defendo Nietszche e X-Men. Gosto de Augusto Cury e Tio Patinhas.
Mas em Santingrado você tem que ser vermelho ou azul. Branco ou negro. Filósofo ou "ingnoranti". Poeta ou prosador.
Queria viver em Gotan City, descobrir quem são os malvados, chamar Batman e Robin e mandar destruir todo o mal!
Será que eu não seria alvo dos super-heróis?
Pelo que a leitora anônima disse, acho que sim - sou invejoso, maledicente e semi-analfabeto. Minha maldade é transcendental, acompanha o meu caráter.
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Acho que não. Penso que sou humano. E na minha humanidade de gangorra, com altos e baixos, algumas vezes sou Batman e outras sou o Coringa. Já dizia a Poetiza Therezinha Lucas Tusi - às vezes sou o machado que fere, outras o sândalo que perfuma.
Espero que, no final de minha vida, tenha muito mais perfumado do que ferido...
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Só que em Santingrado não há opção. Melhor dizendo, tem que haver a opção: ou você é bom, ou mau. Ou burro, ou inteligente. Ou intelectual, ou resenheiro.
Em Santingrado não existe o meio termo...
O que será de Santingrado?!!

Dia das Mães - A visita do leitor Nr 1000


Ontem, domingo dia 10 de maio de 2009, foi um dia especial. A comemoração principal ocorreu em virtude do dia das mães. Este blog não poderia deixar de desejar os parabéns a todas as mães do Brasil e do mundo.
Sem as mães o mundo seria mais pérfido (desleal), mais frio e menos carinhoso.
A mãe expressa o amor pelo sentimento, olhar e sorriso. A frase a seguir resume o que digo:
"A mão que move ao berço é a mão que manda no mundo" (W.S. Ross).


Outra comemoração, essa muito particular (e egocêntrica) é que o meu blog teve a visita Nr 1000 (mil) que, na verdade, não é a realidade. Isso tirando as cerca de 200 (duzentas) vezes que chutei como sendo minhas visitas. Mas, considerando que iniciei do Nr 001, já é um motivo de ficar feliz! Como já declarei antes, quem escreve deseja que o seu texto seja lido!
Muito obrigado!
Giovani Pasini

Sucesso nos "Cafezinhos Literários"

A cada dia que passa ficamos mais felizes de haver acontecido a fundação da Casa do Poeta de Santiago, em 18 de dezembro de 2008.
Nestes seis meses de fundação já produzimos um concurso literário (em andamento - ver www.casadopoetadesantiago.com.br) e oito Cafezinhos Poéticos Literários. Uma produção razoavelmente boa.
No sábado passado, dia 09 de maio de 09, ocorreu o VIII Cafezinho Poético Literário, aberto ao público, evento que julgo um sucesso. Contamos com a presença das Poetisas Terezinha Lucas Tusi e Lise Fank, que fizeram a leitura de algumas de suas poesias.

O que é bom nesse tipo de encontro?
- Aprendemos com a experiência dos outros;
- Se torna uma reunião de conhecimentos, totalmente informal;
- É aberta ao público, interando leitores e escritores; e
- Formamos novos conceitos e personalidades.

Participei dos oito cafezinhos e, sinceramente, não sei qual foi o melhor. Muita aprendizagem para pouco tempo! Já passaram por lá o grande Sadi Machado, o Márcio Brasil, a Lígia Rosso, sendo que estes dois últimos compareceram a quase todos os eventos...

O que posso dizer, caro leitor, somente isso:
Venha se juntar a nós! A universalização da cultura!
O próximo cafezinho será dia 23 de maio de 2009, às 18horas e 30 minutos, no Centro Cultural.

Grande abraço...
Giovani Pasini

sábado, 9 de maio de 2009

VIII Cafezinho Poético Literário


Caros Leitores!
Hoje, Sábado (09 de maio de 2009), às 18horas e 30minutos estará ocorrendo o VIII Cafezinho Poético Literário, da Casa do Poeta de Santiago. O local é o Centro Cultural, no 3º andar, em frente ao Banco do Brasil.
O objetivo da reunião é a leitura de textos e poesias, com o debate e a aprendizagem por meio da opinião coletiva. Estão todos convidados! - Aberto ao público!
As reuniões estão sendo lançadas em um livro ata histórico!
Contamos com a sua presença!

Giovani Pasini
Presidente da Casa do Poeta de Santiago.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

O combate virtual de egos e a corrente de caos...


Aristóteles foi aluno de Platão que foi discípulo de Sócrates. Aristóteles contrariou várias das idéias de Platão (mundo das idéias) e criou um método de pesquisa que analisava o ecossistema, a fauna e a flora. Um exemplo de formação de personalidade que não apenas segue o que ensinam. Tese e anti-tese (antítese).
Aristóteles escreveu que "A grandeza não consiste em receber honras, mas em merecê-las." Sábias palavras para quem escreveu cerca de 170 trabalhos, sendo que apenas cerca de 40 chegaram até a modernidade (destruição causada - dizem - por fundamentalismo religioso...).
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O intelectualismo - intelectualóide (gostei da palavra de Márcio Brasil) - é exclusivista e crítica a leitura lúdica de revistas interessantes como o X-MEN. Dispersando as idéias, gostaria de defender que qualquer leitura é salutar e pode ser feita como pesquisa científica, ludicidade (diversão), informação, entretenimento, prazer sexual e tantos outros propósitos. A leitura de X-MEN e Tio Patinhas não só é salutar como auxilia no desenvolvimento de uma filosofia. Esta ciência busca (segundo o dicionário) o conhecimento dos princípios e causas, sobre o conjunto das coisas. Ora, a revista do X-MEN apresenta vários valores e ações desejáveis, como: honra, heroísmo, companherismo, criatividade e até mesmo fala sobre mutações genéticas. A série do Tio Patinhas é melhor ainda: alegria, criatividade, amizade, auxílio dentro da família, ganância engraçada, entre outros. Enfim, a melhor qualidade deste tipo de periódico são as "lições de moral", portanto, filosóficas, que eles fornecem. Por incrível que pareça, existe pontos positivos até na leitura pornográfica. Falar sobre o Tio Patinhas é tão importante quanto citar Nietszche...
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Existe, portanto, um combate virtual (não quero dizer internético, mas sim no mundo das idéias) de egos e uma corrente de caos. O meu ego combate o do outro. A minha capacidade intelectual luta com a outra. Quem será o lado negro da força? Quem será o Darth Vader? Quem será o Lucky Skywalker?
Na verdade, todos possuímos um pouco de Darth Vader e outro tanto de Lucky Skywalker. Redemoinhos de condutas - algumas morais, outras imorais e tantas amorais. Boazinha e inocente somente a Chapeuzinho Vermelho. O ser humano é humano (Nietszche dizia - demasiadamente humano).
Caro leitor, vamos parar de tentar empunhar a bandeira do puritanismo crítico e do "não-ego"?
Eu gosto de quando adoram o que escrevo! Quero que leiam o meu texto, pois é por isso que escrevo. Um dia, se Deus quiser, pretendo ser um autor famoso. O que tem de mau nisso? Amo escrever... (algumas vezes besteiras)
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SANTINGRADO E A CORRENTE DO CAOS...
A corrente de caos ocorre numa ilha do pacífico, de nome Santingrado, onde os nativos possuem umbigos canibais.
Verdade! Eles não são canibais e sim os seus umbigos.
A fome daquele buraquinho no meio da barriga é algo alucinante. Algumas vezes, embaixo de um coqueiro, deitado à luz do sol, a barriga começa a roncar, o umbigo fica com fome e se pergunta: quem eu ataco? Como eu ofendo? Ai, que fome!
O pior de tudo é que naquela ilha vivem poucos nativos...Ai, ai, ai! Poucos umbigos, que ficam "de olho um no outro". Corrente de caos, rodopios enjoativos, gangorras egocentristas.
Quando um dito umbiguinho começa a surgir no meio da mata densa, pensamentos reflexivos, vem outro e "Nhack!" - ele foi engolido.
O pior de tudo, existem alguns "umbigãos" que chegam a ser obesos e seus donos tem dificuldade de carregá-los, pois seus dentes afiados engolem todos os novos umbiguinhos. Dizem até que existe uma "umbiga" que é um tanto selvagem! Ai, meu Deus! que medo...
Qual será o futuro da ilha de Santingrado?

quinta-feira, 7 de maio de 2009

A inveja e a condução dos próprios pensamentos


Um leitor ANÔNIMO fez um comentário “pesado” em relação ao texto Ego, Egocentristo ou “Regracentrismo” que eu publiquei há alguns dias. Quem quiser olhar, basta rolar os comentários da referida mensagem.
Na verdade, julgo que o "ANÔNIMO" é uma mulher. Dedução feita, vou me permitir tratá-lo como uma leitora. Vamos, portanto, aos apartes:
1. Cara leitora, quando for propor um texto, por favor identifique-se. Tenha certeza que será tratada com a maior educação e isso demonstrará que tens fé nos seus propósitos.
2. Você escreve que a inveja devia ser afastada dos ditos literatos da sociedade e, posteriormente, cita Freud que afirmou que "rejeitamos no outro aquilo que odiamos em nós mesmos". Pelo que eu entendi você nos chamou de invejosos, qualidade negativa que você mais odeia em si mesmo?
3. Ao contrário do que dizes, sou um leitor assíduo dos textos do companheiro que descrevi, não tenho inveja e sim admiração;
e tive a coragem moral de falar para ele o que eu discordava. Não me mantive no anonimato. Agradeço-o, principalmente a ajuda que me deu no passado e sempre que posso, em reuniões culturais, defendo o seu trabalho.
4. Cara colega, disseste em seu texto que o pensador "faz crítica de ideias e o faz muito bem, pois tem cacife para isto. Coisa que os dois vão ter de lutar muito para conquistar". Por favor, vamos refletir:
- peço que releia o meu texto;
- chamei a pessoa de filósofo e, como já afirmei, sou leitor dos textos que ele escreve;
- deixei claro que respeitava o trabalho dele; e
- o que escrevi não são críticas a idéias (ideias)?
5. Portanto, concordo com você na proporção de que a condução dos próprios pensamentos vai sendo construída através do tempo, com muita leitura, discussões construtivas, escrita errônea, vontade de aprender, reflexões, entre tantos outros aspectos. Realmente acho que tenho muito que conquistar, nisso você tem razão. Estou tentando pensar, com minhas próprias convicções...
6. Talvez eu tenha errado, naquele texto, com a utilização da palavra "arrogância" (pejorativa por si só), pois quando eu a escrevi não estava pensando exatamente naquele companheiro. O objetivo não era identificá-lo ou ofendê-lo, mas sim comentar sobre o egocentrismo. Isso eu falei pessoalmente para ele e acho que, realmente, o indivíduo é um "crítico" e como todos que trababalham com isso, algumas vezes excedem em sua criticidade.
7. O objetivo de meu blog não é para discussões ofensivas, mas para debates de pensamentos e de conhecimentos, onde a cada dia, aprendo com os depoimentos e contradições. Portanto, leitora ANÔNIMA, pode se manifestar, pois quando escrevo algo, terei que ler a resposta. Confesso que vou tentar ler e não lhe responder. Talvez (se eu conseguir), após ler a sua mensagem, até dê o assunto por encerrado.
Vamos ao próximo round...

terça-feira, 5 de maio de 2009

Inteligência e a ignorância.


A inteligência e a ignorância são os principais dons que Deus me deu. Ser humano que sou, vou mesclando-as em atitudes e palavras. Em vários momentos apresento esta, em outros aquela. A vida vai sendo delineada em uma gangorra de conhecimentos, algumas vezes ensinando, a maioria das vezes aprendendo...

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Ego, Egocentrismo ou "Regracentrismo"


Há algum tempo atrás, conversava com um companheiro que afirmava o quanto alguns homens podem ser egocentristas. A definição do dicionário LUFT para egocêntrico é a de "pessoa que acha que é o centro dos interesses".
Este conhecido alegou que estava em constante briga com o próprio "eu" para não cair nas artimanhas do ego. Como ele é um filósofo que respeito muito, no qual entendo que a inteligência racional ressalta como sua maior qualidade, acreditei em sua posição autocrítica.
Entretanto, mero engano o meu.
Observei que em alguns de seus escritos, ele criticava o posicionamento de autores conhecidos, Best-sellers, como se fossem meros "resenheiros" e justamente falando sobre egocentria. Em outro momento, considerava uma iniciativa sua o top de um periódico regional.
A leitura excessiva, erro que também cometo, provoca o desenvolvimento crítico (mas egocentrista). Acredito nisso.
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Isto comprova que vivemos um "regracentrismo", ou seja, brincadeira à parte, julgo que todo ser humano é egocentrista. Poucos os homens que quase conseguem se livrar do egocentrismo. Alguns monges, padres ou religiosos de qualquer natureza, talvez. Negar que o possui é estar envolto e engolido por ele. Dizer que é humilde já faz parte de um ego que insiste em nos dizer que somos diferentes...
Na verdade, um pouco de massagem para o ego até faz bem - estimula, agrada, prolonga a iniciativa nos objetivos. Por que negá-lo?
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Por que vamos brigar com a nossa natureza?
Temos que limitar o egocentrismo, não acabar com ele.
Sabendo que somos ignorantes, como Sócrates afirmava "Só sei que nada sei..." diminuímos a arrogância. Esta deve ser evitada - e não confundida com egocentrismo.
Os filósofos arrogantes criticam a iniciativa dos novos pensadores: "Nunca serão iguais a mim!" ou ainda "Nunca escreverão como as minhas linhas! "
Estupidez improdutiva e arrogante. Nada tem de comum com egocentrismo.
Tento não ter arrogância. Egocentrista todos nós somos.
Afinal, é difícil acreditarmos que o sol não gira em torno de nossos umbigos.
Como dizia Freud "Todo homem nasce julgando que é eterno." Concordo inteiramente com ele...

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Gostaria de acrescentar ao artigo (não estava no original) que esta é uma simples expressão de opinião. Ainda continuo a admirar o companheiro, respeito-o em relação ao grande estudo e pensamentos que tem e teve. Não sou melhor que ele e que ninguém!
Entretanto, tinha de expressar a minha opinião. Acho que as palavras são armas letais (mas de dois gumes). Com certeza o leitor também irá achar alguma bobagem em tudo o que escrevo. Isso é o bonito no ser humano! Analisar-se e poder se reinventar a cada instante.
A pesquisa científica (e poética) é uma forma de orgasmos sem sexo...
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