segunda-feira, 2 de março de 2009

Uma vida Produtiva

Desde que me conheço por gente, as melhores lembranças que tenho de meu velho pai se acercam dos momentos em que ele colocava sua velha máquina de escrever Olivetti sobre a mesa, onde ele permanecia por várias horas, trabalhando em prol do Exército.

Sim, minhas melhores recordações não passam nem perto das comuns brincadeiras que insistem em dizer que unem pai e filho. Brincar é bom e deve ser executado. Mas a melhor educação que existe é a do exemplo. Como o meu pai, o povo gaúcho sempre foi trabalhador e honesto: isto está arraigado em nossos genes, desde os primeiros colonizadores e faz parte de nossa história.

Portanto, quando estiver lendo esta coluna, observe o seu filho e saiba que ele analisa você por todos os ângulos. Pode até ser que atualmente ele não tenha a devida consciência, mas quando for adulto, a memória que possuir dos seus atos irão definir se você foi um excelente ou péssimo educador.

A melhor educação que os pais podem dar ao filho deve se basear nas atitudes de uma vida produtiva, positiva, pelejante e, principalmente, construtiva. Ser produtivo é justamente o inverso do desperdício de tempo e da ociosidade, que considera-se:

- a falta do que fazer, estando com a mente ociosa;

- a intenção destrutiva (falar mal dos outros, destruir iniciativas, a inveja...); e

- as atividades constantes de retrabalho, por falta de planejamento e organização.

A cada dia de minha vida agradeço por haver nascido naquela família. Um pai e uma mãe perfeitos, em sua humana imperfeição. Deus foi complacente com este escritor, fazendo com que eu vivesse em um ótimo lar, de inigualável educação. Espero, caro leitor, que daqui a trinta ou quarenta anos, os meus dois filhos tenham uma lembrança similar.

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