domingo, 15 de março de 2009

A ilusão do tempo


O tempo consegue ludibriar o homem, com suas artimanhas de parecer eternidade. Ele se faz horas, dias e meses, com uma lentidão que não parece ter fim. Mas quando se transforma em anos, sua brevidade parece querer aumentar.
Sigmund Freud afirmou que "Todo homem nasce julgando que é imortal". Tudo tem haver com a ilusão temporal, do ontem, do hoje e do amanhã. Não conseguimos deixar de visualizar o futuro, ou seja, a eternidade.
Quando, de repente, aos trinta e poucos anos, verificamos que algum tempo já se foi, iludiu, enganou, ludibriou, simplesmente passou. Felizes que somos, gostamos do que vivemos. Mas a sede do "quero mais", a vontade de lutar como um gladiador em terras romanas, nos dão a certeza de que os momentos estão contados. Como o ditado lançado pelo amigo Márcio Brasil, de algum filósofo (que ele não lembrava o nome) "Vive o teu dia como se fosse o último, pois uma hora você acertará..."
Enfim, incompetentes perante a luta da finita genética, a única e mais sábia saída é a que forneceu Vinicius de Moraes "Que seja eterno, enquanto dure." Portanto, não vamos nos enganar com os incontáveis dias e com a rotina sonâmbula. Vivamos intensamente o momento atual e que o nosso presente seja sempre eterno, enquanto dure...

2 comentários:

  1. Giovani, vim conferir os teus textos. Parabéns pela qualidade e profundidade. Abraços!

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  2. Parabéns!

    Sou acadêmico da Faculdade de Filosofia da UFMG (fafich) e encontrei o seu blog por acaso, no google, quando pesquisava sobre um trabalho sobre o "tempo".
    Gostaria de elogiar o texto, utilizei e referenciei. Se possível, mande seus dados curriculares (mestrados - anos) para o email gustavofarias@bol.com.br
    Att.
    Gustavo

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Obrigado por deixar o seu comentário neste blog.
Agradeço o tempo investido nesta comunicação.

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