segunda-feira, 2 de março de 2009

Educação: uma colcha de retalhos

“Seu Mal-educado!” – gritou a vendedora de uma loja situada na rua Tito Beccon, para o homem maltrapilho que pisou, descuidadamente, o seu pé. A jovem estava limpando a janela da loja e utilizava uma vassoura de cabo longo. O mendigo, desapercebido, não a havia notado. Um pequeno acidente...
Aquele grito de raiva me assustou. Da mesma forma, diariamente, me assusto com os erros que cometo na educação de meu filho de três anos de idade. Algumas vezes, como qualquer ser humano imperfeito, deixo-me tomar pelas emoções e esqueço os princípios básicos da verdadeira demonstração do indivíduo educado – serenidade, parcimônia e compreensão.
A educação de um indivíduo pode ser considerada como uma imensa “colcha de retalhos”, que não possui final e que continua a ser “costurada” até o último dia de sua vida. Um grande retalho é fornecido pela aprendizagem familiar, mas outras partes consideráveis pluralizam a personalidade educativa, tais como: a escola, os amigos, a televisão, a Internet... Tantos retalhos!
Mas o que educa também pode deseducar! A professora Nelly Alleoti Maia, em seu pequeno livro “Introdução à Educação Moderna”, transmite uma idéia interessante: “Toda educação é aprendizagem, mas nem toda aprendizagem leva à educação.” Ou seja, existem muitas coisas que são aprendidas, as quais podem levar à falta de educação. O ladrão rouba, o vigarista engana. São comportamentos aprendidos, mas que, ao invés de integrar, marginalizam as pessoas.
Da mesma forma, estão as expressões e gritos agressivos que quase todos temos em algum momento de nossa vida e que fazemos questão de esconder dos vizinhos e da sociedade. Vácuos ferozes, constantes em qualquer personalidade centrada, comandados pelo monstro “semidominado” que todos nós possuímos – o terrível mal-educado!
Uma pergunta interessante que eu gostaria de deixar ao leitor: a falta de educação está mais presente no descuido ou na explosão de raiva?

Pensamento sobre o assunto:
“Educação é o que fica, quando os fatos aprendidos já foram esquecidos”.
Professor Reuven Feuerstein.

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