terça-feira, 24 de março de 2009

Concurso da Casa do Poeta de Santiago - Participe!



Caros amigos!
Informamos que o I Concurso da Casa do Poeta está sendo um sucesso!
Temos inscrições de Curitiba (PR), Rio de Janeiro (RJ), Fortaleza (CE), Umbu (SP), Porto Alegre (RS), Jaguari (RS), Santiago (RS), Santo André (RS), Mutum (MG), Cachoeira de Itapemirim (MG).
Aguardamos a sua participação!
Informações no site:
www.casadopoetadesantiago.com.br

quinta-feira, 19 de março de 2009

A Antipatia dos Introspectivos


A luta contra a própria "antipatia genética" é uma incansável guerra pessoal que travo a cada dia. Nós que temos pensamentos acelerados, mundos mentalmente paralelos, sofremos com a incompreensão de alguns companheiros da sociedade e, algumas vezes somos taxados de quase esquisitos .
A instrospecção (exame que se faz de si mesmo) possui pontos positivos e negativos.
Trata-se de uma quantidade infinita de pensamentos que tornam, muitas vezes, o exterior sem graça e vazio. Aprendi a viajar pelas próprias idéias, nos mundos sem fim. Sem dúvida essa é a qualidade vantajosa da jornada cerebral.
Entretanto, o ponto depreciativo é a falta do entendimento dos midiáticos normais, acerca da vontade de ficar apenas quieto, só e desfrutar a inteligência de Rubem Alves, Augusto Cury, Freud, Nietszche, Santo Agostinho, entre outros. Estes são os verdadeiros amigos, leais nas viagens por entre as décadas e os séculos da sabedoria humana.
Muitos já nascem com a empatia intrínseca a sua personalidade e sentem facilidade na comunicação, sendo que várias vezes aprendem mais rapidamente, devido ao fato de prestar a atenção no interlocutor.
Diferente dos filósofos do redemoinho (como eu), que preferem adquirir o conhecimento pelas palavras escritas. Um tanto mais seguro, pois não há o debate (a não ser o mental), onde podemos caminhar um pouco mais lentos, mas em terrenos de plumas. Julgo que as letras não se perdem tanto quanto a língua...
Enfim, para encerrar este pensamento: nós que gostamos de "falar em silêncio" até que somos antipáticos - mas e daí?

terça-feira, 17 de março de 2009

Erva Daninha


Em alguns momentos acho que estou ficando louco...
O fundo do pátio de minha casa é todo gramado e a única árvore que existe é um grande pé de ameixa (daquelas amarelas). Tento manter o pátio limpo, mas sempre aparecem sujeiras, resto de madeiras e algumas macegas.
O fato é que, embaixo do pé de ameixa, nasceu uma planta do tipo macega, ou seja, daquele que você rapidamente arranca, por ser capoeira e parecer mato. Realmente, ela é muito feiosa. Erva daninha tão horrível, que quando nasceu automaticamente já pensei em acabar com a sua vida. Afinal, estava "estragando" o perfil de meu pátio. Nós, seres humanos, costumamos a gostar de plantas que dão frutos, ou no mínimo que sejam bonitas para nossos olhos. As inúteis, geralmente nós destruímos. Reagindo normalmente, cheguei mesmo a pegar uma faca e até apontei a arma branca na direção do seu pequeno caule.
Entretanto, naquele instante, aquela planta pareceu demonstrar sentimentos, alma e até medo. Senti-me como um assassino, indo em direção a uma vítima indefesa. Relacionei, até mesmo, a imagem da semelhança de um leão encurralando um antílope apavorado, na beirada de um penhasco.
Guardei a faca.
Até hoje o macegal está ali, destruindo a beleza de minha casa. Contudo, a leveza de meu espírito não foi devastada. Todos os dias, quando passo ao lado de sua feiúra fico feliz. Algumas vezes (acredite se quiser) conversamos e justifico que talvez um dia talvez tenha de matá-lo. Como um vassalo, ele demonstra que entende, agradece os momentos a mais de vida e cresce espantosamente.
Determinei para a minha esposa que não o arrancasse. Ao menos até que eu acabe com essa minha loucura e resolva limpar o pátio. Por enquanto, a nossa relação de amizade só permite que eu levante o braço apenas para afagar, carinhosamente, as suas folhas verdes e disformes.
Por isso que eu acho que a nossa vida é uma poesia...

domingo, 15 de março de 2009

A ilusão do tempo


O tempo consegue ludibriar o homem, com suas artimanhas de parecer eternidade. Ele se faz horas, dias e meses, com uma lentidão que não parece ter fim. Mas quando se transforma em anos, sua brevidade parece querer aumentar.
Sigmund Freud afirmou que "Todo homem nasce julgando que é imortal". Tudo tem haver com a ilusão temporal, do ontem, do hoje e do amanhã. Não conseguimos deixar de visualizar o futuro, ou seja, a eternidade.
Quando, de repente, aos trinta e poucos anos, verificamos que algum tempo já se foi, iludiu, enganou, ludibriou, simplesmente passou. Felizes que somos, gostamos do que vivemos. Mas a sede do "quero mais", a vontade de lutar como um gladiador em terras romanas, nos dão a certeza de que os momentos estão contados. Como o ditado lançado pelo amigo Márcio Brasil, de algum filósofo (que ele não lembrava o nome) "Vive o teu dia como se fosse o último, pois uma hora você acertará..."
Enfim, incompetentes perante a luta da finita genética, a única e mais sábia saída é a que forneceu Vinicius de Moraes "Que seja eterno, enquanto dure." Portanto, não vamos nos enganar com os incontáveis dias e com a rotina sonâmbula. Vivamos intensamente o momento atual e que o nosso presente seja sempre eterno, enquanto dure...

quarta-feira, 11 de março de 2009

Ainda sobre a defesa da criação da Secretaria Municipal da Cultura


Em resposta aos comentários da postagem: "Em Defesa da Criação da Secretaria de Cultura":

Existem algumas cidades do Brasil que possuem a Secretaria de Cultura, Desportos e Lazer, como ocorre, por exemplo, em Feira de Santana(BA), Governador Valadares (MG) e Chapecó (SC). Assuntos de relacionamento intrínsecos, onde o investimento em uma das partes influencia as outras.
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Talvez até mesmo o Turismo possa entrar em conjunto com a Secretaria de Cultura, conforme ocorre em algumas outras cidades, como a Secretaria de Cultura e Turismo de Bragança Paulista e Jaú em SP, ou São João Del Rei em MG. Acho mesmo que Santiago estaria mais apta a esta segunda hipótese.
=
Apesar da educação também estar relacionada com a cultura, há a necessidade em Santiago de sua separação, por dois motivos principais:
- a educação necessita de uma atenção especial e todo o esforço de um secretariado deve ser focado apenas neste sentido. (Por incrível que pareça, uma maior educação reflete em diminuição de gastos em saúde!) Em Santiago a educação já atingiu um nível "muito bom" - imagine se for apenas Secretaria de Educação;
- a nossa cidade necessita de macro-projetos culturais a longo prazo, em um planejamento estratégico que foque o epíteto "Terra dos Poetas". Portanto, a cultura deve receber uma atenção especial.

=
Enfim, colaborando com o que o leitor escreveu na outra matéria:
- se não se quer gastar muito (e mais) com a criação de outra secretaria, pode ser que se possa reorganizar a administração santiaguense para uma Secretaria de Cultura, desportos e Lazer, ou mesmo para Secretaria de Cultura e Turismo. É só escolher!
- esta reorganização iria proporcionar o avanço administrativo de Santiago, mantendo-se a educação como uma prioridade, mas ressaltando a importância da cultura.
E viva a "Terra dos Poetas"!

Nova enquete!

A enquete sobre a criação da Secretaria Municipal de Cultura teve que ser reiniciada por problemas técnicos, pois segundo depoimentos a antiga estava travando. A contagem parcial da antiga era 08 (oito) votos favoráveis à criação e 02 (dois) negativos. Façam a contagem somando com os votos!

terça-feira, 10 de março de 2009

Meus Pensamentos


A partir de agora, irei lançar no Blog alguns conceitos e pensamentos que tenho, construídos a partir de uma formação de opinião (crítica) sobre os mais variados assuntos. Então vamos lá!

A inteligência e a ignorância são os principais dons que Deus me deu. Ser humano que sou, vou mesclando-as em atitudes e palavras. Em vários momentos apresento esta, em outros aquela. A vida vai sendo delineada em uma gangorra de conhecimentos, algumas vezes ensinando, a maioria das vezes aprendendo.

sábado, 7 de março de 2009

Em defesa da criação da Secretaria de Cultura de Santiago

Ao acompanhar a discussão que ocorre em alguns blogs santiaguenses, sobre a criação da Secretaria da Cultura, gostaria de expressar minha opinião.
A competência da professora Denise Flório Cardoso é indiscutível, o que é comprovado pelo tempo que conduz a Secretária Municipal de Educação e Cultura. A aprovação de seu trabalho é notória junto à população e, especialmente, nas escolas municipais, entre os professores.
Entretanto, Santiago já não é mais uma simples cidade, como outra qualquer do interior. Ela é definida como a “Terra dos Poetas”, por intermédio de uma lei municipal (se não me engano de 1998), epíteto cultural que já está sendo reconhecido e passa a ficar arraigado em nosso senso comum, principalmente nos mais novos.
Grandes municípios, como Porto Alegre, Goiânia, Campinas, São Leopoldo e até mesmo a quase vizinha Santa Maria já possuem tal secretariado. Em Santiago criar uma Secretaria da Cultura já se torna uma necessidade! Sou a favor de sua criação por vários motivos:
- Primeiramente, dois assuntos tão importantes e de extrema carga de trabalho não podem ficar centralizados em uma só pessoa, por mais competente e eficiente que ela seja. A não ser que se coloque um dos assuntos em segundo plano.
- Isso por que as necessidades da educação são notórias, fortes, urgentes, por si só já dominam toda a atenção da secretaria.
- A cultura de Santiago, por ser diferente, também necessita uma atenção especial, totalmente específica, com verbas próprias para o incentivo à publicação de livros e de criação de mais eventos que divulguem a nossa cidade para todo o Rio Grande do Sul e até mesmo o Brasil.
- A criação de uma secretaria específica facilitaria a busca de investimentos dos governos estadual e federal, além de uma atenção maior para o provimento de patrocínios de empresas públicas e privadas, também a facilitação para uma sensibilização financeira por parte das pessoas físicas.
Portanto, o fato em discussão não deve ser a eficiência e a eficácia do indivíduo “A” ou “B” no governo municipal, mas sim que a criação de uma Secretaria da Cultura traria avanços inimagináveis para a história de Santiago. Afinal, queremos ser realmente a verdadeira “Terra dos Poetas”?

terça-feira, 3 de março de 2009

A loucura necessária!


Gostaria de iniciar este artigo, com uma pequena frase de Carla Cristina Bojorque, extraída de um dos livros do Roberto Shinyashiki, que assim diz: “Tem gente que vive sem nunca estrear!”.
Os dias são tão rápidos, que rapidamente se tornam anos. Estes, fugazes, se acumulam para virarem décadas. Tanto assim, que o gol perdido do pênalti do Roberto Baggio, emoção que tornou a nação mais bela da terra, dona dos quatro cantos da copa deste mundo, ocorreu “lá” no ano de javascript:void(0)1994, conquista tão longe e tão perto.
A viva lembrança de quando tínhamos doze anos e, ansiosamente, éramos donos da adolescência impaciente, a qual demorava séculos para alcançar os quinze anos, aqueles da almejada liberdade provisória.
Mas, sem percebermos a fugacidade de cada momento e acostumados com a mesmice do dia-a-dia, não notamos as rugas invadindo o nosso rosto. O tempo passa, enganando ser tão lento!
Acordar, levantar, trabalhar, voltar para casa, assistir à TV, algumas vezes namorar, dormir. Acordar...
A mesmice tão improdutiva para a criação, para o avanço rumo ao vento no rosto, em um único momento de um filme como o Titanic!
A loucura, caro leitor, algumas vezes se torna necessária. A insanidade da poesia, do amor, da felicidade, do risco calculado, do beijo roubado – momentos que nos fazem sentir a verdadeira sensação de estarmos vivos e de havermos sido criados à imagem e semelhança do Eterno!
A estréia em um palco, em que os espectadores vidram os olhos no movimento rítmico dos braços, dos lábios e do coração do locutor. A passada que, quando desferida, faz com que se saia detrás das cortinas – para os aplausos (ou mesmo as vaias) – esta é uma loucura necessária!
E reza um dito popular, o qual me falha o autor, que afirma que “Vale mais um segundo como águia, do que mil anos de cordeiro”.

O que é o desporto Orientação?


Orientação é um esporte emocionante, que faz o atleta vibrar com seu resultado. Cada ponto é um obstáculo a ser ultrapassado, uma dificuldade a ser vencida. A Orientação é um esporte que une o físico com a inteligência, tornando-o um desporto muito competitivo; ou seja, nem sempre quem corre mais, ganha a competição. O objetivo de cada participante é terminar o percurso no menor tempo possível, mas, o orientador deve ter em conta sua condição física e sua habilidade de orientação, pois escolher uma rota (caminho) correta e ter habilidade de seguí-la até o próximo ponto sem perder tempo – isto é a arte da ORIENTAÇÃO.
Mas afinal, o que é Orientação?
Pode-se dizer que a orientação é como uma CAÇA AO TESOURO. Os piratas tinham mapas que indicavam onde se encontrava o baú escondido. Na orientação se utiliza o mapa para encontrar os pontos de controle definidos. Passar por estes pontos é um ato obrigatório. A Figura abaixo apresenta uma pequena parte de uma carta de orientação. Nela está contida o que é óbvio no terreno, visível, perfeitamente identificável e de valor para o ponto de vista do praticante, a fim de que o mesmo tenha sucesso em uma competição.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Educação: uma colcha de retalhos

“Seu Mal-educado!” – gritou a vendedora de uma loja situada na rua Tito Beccon, para o homem maltrapilho que pisou, descuidadamente, o seu pé. A jovem estava limpando a janela da loja e utilizava uma vassoura de cabo longo. O mendigo, desapercebido, não a havia notado. Um pequeno acidente...
Aquele grito de raiva me assustou. Da mesma forma, diariamente, me assusto com os erros que cometo na educação de meu filho de três anos de idade. Algumas vezes, como qualquer ser humano imperfeito, deixo-me tomar pelas emoções e esqueço os princípios básicos da verdadeira demonstração do indivíduo educado – serenidade, parcimônia e compreensão.
A educação de um indivíduo pode ser considerada como uma imensa “colcha de retalhos”, que não possui final e que continua a ser “costurada” até o último dia de sua vida. Um grande retalho é fornecido pela aprendizagem familiar, mas outras partes consideráveis pluralizam a personalidade educativa, tais como: a escola, os amigos, a televisão, a Internet... Tantos retalhos!
Mas o que educa também pode deseducar! A professora Nelly Alleoti Maia, em seu pequeno livro “Introdução à Educação Moderna”, transmite uma idéia interessante: “Toda educação é aprendizagem, mas nem toda aprendizagem leva à educação.” Ou seja, existem muitas coisas que são aprendidas, as quais podem levar à falta de educação. O ladrão rouba, o vigarista engana. São comportamentos aprendidos, mas que, ao invés de integrar, marginalizam as pessoas.
Da mesma forma, estão as expressões e gritos agressivos que quase todos temos em algum momento de nossa vida e que fazemos questão de esconder dos vizinhos e da sociedade. Vácuos ferozes, constantes em qualquer personalidade centrada, comandados pelo monstro “semidominado” que todos nós possuímos – o terrível mal-educado!
Uma pergunta interessante que eu gostaria de deixar ao leitor: a falta de educação está mais presente no descuido ou na explosão de raiva?

Pensamento sobre o assunto:
“Educação é o que fica, quando os fatos aprendidos já foram esquecidos”.
Professor Reuven Feuerstein.

Uma vida Produtiva

Desde que me conheço por gente, as melhores lembranças que tenho de meu velho pai se acercam dos momentos em que ele colocava sua velha máquina de escrever Olivetti sobre a mesa, onde ele permanecia por várias horas, trabalhando em prol do Exército.

Sim, minhas melhores recordações não passam nem perto das comuns brincadeiras que insistem em dizer que unem pai e filho. Brincar é bom e deve ser executado. Mas a melhor educação que existe é a do exemplo. Como o meu pai, o povo gaúcho sempre foi trabalhador e honesto: isto está arraigado em nossos genes, desde os primeiros colonizadores e faz parte de nossa história.

Portanto, quando estiver lendo esta coluna, observe o seu filho e saiba que ele analisa você por todos os ângulos. Pode até ser que atualmente ele não tenha a devida consciência, mas quando for adulto, a memória que possuir dos seus atos irão definir se você foi um excelente ou péssimo educador.

A melhor educação que os pais podem dar ao filho deve se basear nas atitudes de uma vida produtiva, positiva, pelejante e, principalmente, construtiva. Ser produtivo é justamente o inverso do desperdício de tempo e da ociosidade, que considera-se:

- a falta do que fazer, estando com a mente ociosa;

- a intenção destrutiva (falar mal dos outros, destruir iniciativas, a inveja...); e

- as atividades constantes de retrabalho, por falta de planejamento e organização.

A cada dia de minha vida agradeço por haver nascido naquela família. Um pai e uma mãe perfeitos, em sua humana imperfeição. Deus foi complacente com este escritor, fazendo com que eu vivesse em um ótimo lar, de inigualável educação. Espero, caro leitor, que daqui a trinta ou quarenta anos, os meus dois filhos tenham uma lembrança similar.

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